sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Como Sobreviver na Natureza

Se você alguma vez se encontrar perdido em um local de difícil acesso, como a selva por exemplo, certas coisas podem significar a diferença entre a vida e a morte. Estas dicas irão ajudá-lo a ficar fora de perigo até que você possa ser resgatado.

Passos

  1. Survive in the Wild Step 1
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    Construa um abrigo com ramos (se disponível, o bambu funciona melhor para a construção de um abrigo) e cordas. Tente fazer um abrigo com uma forma angular. Use tantos ramos quanto possível para dar maior estabilidade e proteção contra o vento e as intempéries. Se você não tiver corda com você, pode utilizar cipós.
    • Se você estiver perdido no deserto, tente construir um abrigo subterrâneo que ofereça sombra, para evitar a exposição prolongada ao sol (obviamente apenas para climas quentes) para que você possa viajar com mais conforto em temperaturas mais amenas(evite transpirar).
      Survive in the Wild Step 1Bullet1
    • Um terceiro tipo de abrigo é o conhecido como 'abrigo alpendre'; para fazer este abrigo, você precisará de algo sólido como um tronco ou uma rocha grande. Coloque uma boa quantidade de ramos longos inclinados contra ela, para formar uma boa proteção. Acrescente galhos cruzados menores e arbustos em cima para fornecer isolamento suficiente. Quanto menor for o abrigo, melhor será sua eficiência para o isolar e proteger das ameaças climáticas. Abrigos em arbustos baixos e densos são muitas vezes o lar de muitos insetos.
      Survive in the Wild Step 1Bullet2
    • Um quarto tipo de abrigo é o abrigo utilizado em terrenos pantanosos; se o terreno for perpetuamente úmido ou pantanoso, use ramos colocados como base e outros ramos atravessados por sobre esta primeira camada, para criar uma base sólida e seca para construir um abrigo alpendre ou outro tipo de abrigo mais aberto. Tente elevar o abrigo acima do nível do solo, tanto quanto possível para estar mais protegido. Em terrenos úmidos, se você puder criar um abrigo suspenso, irá ganhar mais proteção contra animais selvagens e contra a própria umidade do solo.
      Survive in the Wild Step 1Bullet3
    Survive in the Wild Step 2
  2. 2
    Pense rapidamente em todas as opções possíveis e seja decisivo sobre qual será o melhor curso de ação, para garantir a sua sobrevivência. Por exemplo, se você acha que o melhor a fazer para a sua sobrevivência é procurar ajuda e tentar encontrar a civilização, não espere 4 ou 5 dias antes de chegar a esta conclusão. Tome as medidas necessárias para agir de acordo com sua decisão no 1º ou 2º dia, se possível, enquanto você ainda tem energia, força e resistência a seu favor. Se você resolver que a única alternativa é tentar procurar ajuda, tente marcar seu caminho e demonstrar qual foi a direção que você seguiu.
  3. Survive in the Wild Step 3
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    Use as lentes de uma lupa ou até mesmo seus óculos para iniciar uma fogueira. Use madeira seca e gravetos para começar o fogo. O fogo pode ser iniciado com três tipos de madeira: isca, gravetos, e combustível. A isca pode ser qualquer tipo de aparas de madeira inflamável; geralmente leve e finas. Os gravetos são utilizados para alimentar as chamas e aumentar a fogueira, e o combustível é para dar combustível a fogueira, para que possa queimar por bastante tempo.
    • Você pode pegar dois pedaços de madeira seca, aguçar um deles e usá-lo como uma broca para criar um buraco no outro pedaço. Coloque todos os objetos altamente inflamáveis que você puder encontrar ao lado do pedaço de madeira com a ponta afiada que você está utilizando. No momento que cair uma faísca no objeto inflamável, use uma pedra para virar rapidamente o objeto com a brasa em um monte de folhas/galhos/cascas secas de árvore. Este método para fazer fogo leva bastante tempo e requer um movimento constante de fricção, pois o calor gerado entre a ponta de um dos pedaços de madeira acabará por criar uma pequena brasa que precisará ser alimentada para que você tenha uma fogueira.
      Survive in the Wild Step 3Bullet1
  4. Survive in the Wild Step 4
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    Tente esculpir uma faca para caçar. Procure por um pedaço comum de madeira e bata com uma pedra cega repetidamente até que a madeira seja aguçada. Você poderá afiar esta faca improvisada como qualquer outra, mas, neste caso, use uma pedra como amolador. Você também pode pegar uma pedra, quebrar um pouco das bordas e depois usar outra pedra e um pouco de água como um amolador para afiar a sua faca primitiva. Em uma situação ideal, a pedra obsidiana (pedra preta constituída de material vítreo vulcânico) seria utilizada pois se for bem trabalhada é muito afiada. Os povos antigos usaram a obsidiana na criação de várias ferramentas e você pode criar uma faca com ela, mas precisa ter cuidado com os olhos ao bater outra pedra sobre a obsidiana, pois irão voar lascas cortantes que podem ferir seus olhos, o que deve ser prevenido.
  5. Survive in the Wild Step 5
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    Tente fazer uma armadilha se você não puder sair do abrigo para caçar.Utilize algumas varas para criar uma espécie de armadilha teepee. (o nome teepee faz referência a uma espécie de tenda utilizada por índios norte americanos) Use mais duas varas para manter a forma "teepee", semelhante ao abrigo que você criou. Coloque algum tipo de isca que possa atrair algum animal.Se você tiver sorte, o animal cairá na sua armadilha.
    • Use uma armadilha diferente, com um buraco no solo para capturar presas maiores. Cave um buraco no chão com cerca de 2-3m de profundidade e 1-2m de diâmetro (o tamanho do buraco irá depender do tamanho da presa). Pegue dois ramos finos e coloque-os atravessados sobre o buraco. Cubra a armadilha com folhas e coloque algo que os animais que você está tentando capturar gostam de comer. Você também pode colocar alguns pedaços pontiagudos de madeira que você pode aguçar com sua faca no fundo do buraco. Não se esqueça de construir uma escada ou você pode não conseguir mais sair do buraco. Lembre-se sempre de cortá-la em pedaços menores antes de movê-la para fora do buraco. A última coisa que você precisa é ferir-se no meio da selva. Coloque tantas armadilhas quanto você puder. Dependendo de onde você estiver, se decidir cavar um buraco para tentar atrair uma presa maior, precisa ter cuidado com várias coisas, mas a principal delas é o fato de que ao abater um animal que você precisará limpar no local, o cheiro de sangue vai atrair animais carnívoros que podem ser um problema. Você precisará ter fogueiras para afastá-los ou acabará por passar vários dias planejando uma caçada que terá que ser abandonada, pois sozinho você nunca conseguirá defender uma presa contra um bando de animais selvagens. Este tipo de armadilhas funciona melhor para um grupo de pessoas.
      Survive in the Wild Step 5Bullet1
    • Procure primeiro por peixes se você decidir encontrar carne para comer. Quando você localizar um, não faça nenhum movimento repentino. As vibrações irão assustá-los. A água corrente uma ilusão de distâncias, curvando a luz, o que fará com que as coisas pareçam estar mais no fundo do que realmente estão - você pode compensar essa ilusão se tentar capturar apenas os alvos que estão bem à sua frente. A prática leva a perfeição. Não se desespere, pois tentar um peixe apenas com a mão é algo bem complicado; você precisará de muita precisão e rapidez, para conseguir posicionar a mão de baixo de um peixe que esteja na água e jogá-lo para a margem em um movimento repentino. Muitos índios conseguem pegar trutas desse modo, encontrando-as em águas mais paradas.
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    • Os córregos estão cheios de comida mesmo que você não consiga pegar peixe, pois pode talvez encontrar mexilhões de água doce. Os mexilhões são ricos em proteínas e podem ser encontrados em riachos, lagos e lagoas.
      Survive in the Wild Step 5Bullet3
    • Se você não conseguir pegar peixes, tente encontrar algumas plantas para comer; dente-de-leão (tem as flores amarelas, você pode comer as folhas. Neste ponto, é importante entender algo muito importante. Existem muitas plantas comestíveis, mas você precisa conhecer a flora local. Não vale a pena arriscar comer uma planta que você não conhece, pois existe o risco de contaminação. Se você comer uma planta venenosa, poderá entrar em apuros. Nunca coma grama, mesmo que pareça tentador. Se você quiser maiores informações sobre este assunto, leia este artigo sobre como testar se uma planta é comestível.
      Survive in the Wild Step 5Bullet4
  6. Survive in the Wild Step 6
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    Faça o possível para poder criar um sinal de fumaça. Repita o passo 3 que explica como fazer fogo, mas desta vez usando galhos verdes. Se você estiver a espera de resgate, deixe o seu sinal de fumaça preparado para ser acionado, pois assim que você precisar, poderá acender o fogo e as pessoas que estão procurando por você irão localizar a fumaça.
  7. Survive in the Wild Step 7
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    É também muito importante encontrar água nos primeiros dias. Os sinais que acompanham os primeiros estágios da desidratação são: língua seca, sensação de que a garganta está queimando e a urina com uma cor marrom escura. A água poderá definir uma linha entre a vida e a morte. Você conseguirá sobreviver poucos dias sem água, por isso deve ser uma de suas prioridades.
  8. Survive in the Wild Step 8
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    Outro aspecto importante é manter sua temperatura corporal tão normal quanto possível. A hipotermia ou a elevação da temperatura corporal pode ser mortal. Se você estiver no deserto ou em outro local ermo com temperaturas baixas, é essencial cobrir o corpo com qualquer coisa, desde folhas secas até cobertores. Isto sempre precisa ser feito antes do cair da noite, porque a temperatura pode cair drasticamente em muitas ocasiões. Muitas pessoas morrem a cada ano devido a hipotermia. No deserto por exemplo, os dias são muito quentes e as noites muito frias, por isso é importante estar preparado para todas as situações. Você precisa ter informações básicas sobre o clima da região para saber como se proteger, pois não pode ir sem agasalho para um local frio, nem sem proteção para um local com sol muito forte. Mesmo que você esteja em um local com muito sol, não se engane, o calor não significa que você deve eliminar o máximo possível de roupas, os raios do sol podem causar queimaduras na pele. A proteção é o segredo para o sucesso. Procure abrigo durante as horas mais quentes e evite transpirar. Durante a noite, utilize tudo o que puder para se cobrir contra o frio.
  • Avisos
  • Quando usar rochas ao redor do fogo, verifique se elas estão secas e não estavam em qualquer lugar perto de algum rio.







  • Kit de Sobrevivência
    • Corda
    • Apito
    • Fósforos
    • Sacos de lixo médio ou grande
    • Fita
    • Toco de lápis e caderno pequeno
    • Pano colorido de cor chamativa e brilhante (pode ser usado para sinalizar sua localização)
    • Faca
    • Pederneira de magnésio (para fazer fogo em todas as condições meteorológicas)
    • Isca de fazer fogo (utilize algum tipo de material que seja muito inflamável)
  • Água
  • Tendas
  • Armadilhas para a caça
  • Uma bússola

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coletar água da chuva

Com a escassez de água se intensificando e não mostrando sinais de que vai melhorar, está na hora de criar estratégias. Ter água armazenada é importante, porém garrafas e galões cheios tomam muito espaço. Além disso, poucos de nós temos a sorte de morar perto de um riacho ou rio capaz de fornecer a água que precisamos caso o suprimento da rua seja interrompido.  Caso você esteja na grande maioria que vive em centros urbanos, a melhor opção é conseguir um barril e coletar a água da chuva que cai em seu telhado.
Contudo, coletar água da chuva não trata-se de apenas pegar um balde e colocar no final de suas calhas. Muitas pessoas acreditam que a água da chuva é pura e segura para beber, mas há muitos poluentes no ar e também muitos contaminantes no seu telhado como sujeira, insetos, fezes de pássaros, cobre e arsênico – isso para falar somente alguns.
Telhados acumulam MUITA sujeira
Devido a essas situações, se você for coletar água da chuva existem algumas coisas que você precisa lembrar:
  1. Deixe a água da chuva limpar o seu telhado por pelo menos cinco minutos antes de começar a coletar a água. Isso já irá remover grande parte dos contaminantes;
  2. Tenha algum filtro antes do barril que seja capaz de retirar da água as partículas grandes como insetos, folhas e semelhantes;
  3. Depois disso, pegue a água coletada e faça todo o processo de purificação. Aqui estamos falando da filtragem e purificação completa, se possível incluindo pastilhas de cloro.
Caso você não tenha calhas em casa, pode recorrer a canos de pvc de 75 mm. Basta cortá-los na metade e prendê-los no final das telhas. O seu barril de água não precisa ser chique, a única coisa que eu sugiro é que você pegue um barril preto para bloquear a luz solar e minimizar o crescimento de algas dentro dele. Se você puder, deixe este barril na sombra durante maior parte do dia.
Além disso, lembre-se que ele ficará BEM pesado quando ficar cheio (o peso dependerá do tamanho do seu barril), então coloque-o em uma base sólida de concreto ou algo semelhante. Vale lembrar que se você quiser colocar uma torneira no barril você precisará achar uma base elevada para ter acesso a torneira, que ficará perto do fundo.
Tijolos de concreto são seguros e baratos para elevar o sistema
Se você está se preparando para um cenário de crise, também é uma boa ideia esconder ele dos seus vizinhos com plantas, árvores ou qualquer coisa que não dê acesso visual a ele. Com a escassez e racionamento aumentando, a tendência é que aqueles que possuírem água se tornarem alvos de saque.
Existem várias formas de esconder os barris, aqui está um exemplo.
Coletar água da chuva é a maneira mais rápida para conseguir manter seu estoque em níveis seguros, ainda mais com a grande quantidade de água que anda caindo nos centros urbanos (e longe dos reservatórios). Lembre-se, no entanto, de tomar as precauções necessárias para manter você e sua família saudável caso precise beber desta reserva.
Você já coleta água da chuva? Se não, acha que é um sistema viável para colocar em sua casa?

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Grey Man Directive

 23 dicas para se tornar um cinzento


 Nesta postagem falaremos  sobre como fazer isso na prática, abordando pontos importantes da disciplina. que podem ser usados no dia a dia em várias escalas, a escolha do operador.



NOTA: O autor apresenta esta estratégia visando seu uso como meio de defesa pessoal em cenários potencialmente perigosos. Não encorajamos o uso da diretiva para outros fins.

Urban Tracker

A tradução desta terminologia é "rastreador urbano", e não está ligada diretamente a pegadas deixadas nas calçadas, mas sim na leitura do cenário apresentado ao operador, e a potencial "história" que aquele ambiente pode contar.

É como chegar em um lugar e colocar as peças no tabuleiro de xadrez, o operador avalia todo o ambiente, os fatos, pessoas, atividades suspeitas, entradas e saídas, o local mais seguro e o menos seguro e as ameaças em potencial. O objetivo é a busca de informações para tomada de decisão e principalmente anular o fator surpresa de ações externas, as primeiras dicas vem agora:


01 - É impressionante a capacidade de alguns locais de gerar desorientação, grandes lojas, shoppings, espaços amplos ou labirínticos e movimentados e até algumas ruas. Isso acontece porque nestes ambientes sempre há algo tentando absurdamente chamar sua atenção, anúncios, placas, audiovisual e pessoas. Sim pessoas, quem não se lembra da "loira de vermelho" do filme Matrix. Estes ambientes são perfeitos para encontrar pessoas distraídas, totalmente alienadas ao mundo a sua volta, e onde estão as ovelhas, estão os lobos. Em ambientes assim mantenha-se vigilante, observe a matilha de lobos e evite as ovelhas mais deslumbradas, potenciais alvos de ataques perto de você.

02 - Locais públicos que oferecem algum risco em potencial também oferece segurança em potencial, infelizmente nem sempre proporcional. Uma dica interessante é usar a experiência destes agentes de segurança a seu favor. Seja o policial que faz ronda na rua, o segurança do banco ou aquele cara fazendo bico na porta de uma loja.  São profissionais treinados, com "olho bom" para encrencas, mas são humanos, e humanos dão indícios de comportamento muito nítido, se o "cão pastor" levantar a orelha e adotar uma postura de alerta, você vai perceber.

03 - O mundo é um lugar recheado de ferramentas e recursos em potencial, extintores de incêndio, garrafas, pedras e paus, becos, saídas de emergência, coberturas, animais,  eletrônicos variados. Treine seus olhos para sempre avaliar os recursos disponíveis. Isso não significa que você deve pegar aquela garrafa colada em um poste só porque ela está lá, basta se lembrar dela, o mesmo vale para o resto dos possíveis insumos que encontrar.

04 - A regra em geral a ser seguida é evitar problemas com algum preparo prévio. Você não será vitima de um sequestro relâmpago em caixa eletrônico de madrugada se pagar suas contas pela internet ou no horário comercial. Não vai ser vitima de ladrões que esperam você abrir a casa para sair/entrar se seguir normas simples de segurança, como observar o ambiente por ex.. Visite as páginas da policia de seu estado e veja as dicas de segurança para o cidadão comum, é o básico do básico, mas pode sanar muitos problemas.

05 - Estude tudo o que puder sobre comportamento humano e linguagem corporal, isso fará a diferença na hora de sentir a motivação de pessoas a sua volta, e pode inclusive, suprimir estereótipos ou disfarces. Pessoas que trabalham com publico desenvolvem esta habilidade, aquele PUNK pode não ter nada de hostil, o cara fortão pode ser um baita covarde e o nerd com cara de bobo pode estar carregando uma bomba no casaco. Você entenderá melhor níveis de alteração de consciência e avaliará melhor os riscos de suas ações, por ex. bêbados são letárgicos, drogas como cocaína e extasy  deixam o usuário mais "ligado" e por aí vai. Com o tempo você identifica quem está "caçando", sendo "caçado", quem são os mais perigosos e até os possivelmente armados e preparados.


06 - Procure sempre a melhor posição possível. Em um restaurante por exemplo, sente-se onde possa ver todo o ambiente, nada de ficar de costas pra porta, ou encurralado em um beco ou cantinho, o mesmo vale para outros ambientes. Não obstante, ser cercado por um grupo hostil não é saudável, e os piores ataques vem pelas costas, use sempre paredes e barreiras a seu favor. Lembre-se das Thermophilas!

Aparência e comportamento

A diretiva do homem cinza é um culto ao simples e comum., principalmente ao discreto. Sob todos os pontos de vista é uma fórmula que joga contra outras disciplinas, como o marketing por exemplo.

07- Um operador GMD não chama atenção para objetos caros, como celulares, roupas, tênis brilhantes ou até estampas gritantes.
08- Nada para ser lembrado - Sem essa de usar muitos detalhes no visual, comece abolindo tudo isso e adotando uma doutrina de neutralidade. Quem olhar para você tem de ver algo absurdamente comum.  Não é um Punk, nem um Pagodeiro, nem um Jamaicano. As pessoas em geral entendem muito os padrões pré concebidos, não dê a elas a dádiva do pré julgamento.

09- Agentes treinados tendem a marcar características bem específicas de um indivíduo, como os Tênis e sapatos por exemplo, um item bem difícil de trocar e esconder. Joias são outro ponto, raramente alguém se desfaz disso. Hoje o mercado possui uma infinidade de botas táticas que se passam facilmente por sapatos, são neutras, de uma só cor e muito dificeis de serem identificadas de longe.
 10 - Abuse das cores de burro quando foge. Existem alguns padrões de cinza tonal que são capazes de gerar uma enorme confusão. Um olha e diz que é verde, outro que é caqui, cinza, e até meio marrom. São cores que geram polêmica e desinteligência na hora de cruzar informações entre receptor e interlocutor.
11- Use peças de roupas mais comuns o possível. Camisetas de corte básico, calças de modelos comuns, blusas e abrigos convencionais aos olhos do cidadão comum. Você talvez saiba reconhecer padrões de camuflagem distintos, as pessoas comuns não se preocupam com isso, camuflado é camuflado e pronto.
12- NEUTRO- O estilo GMD é forjado para impor neutralidade ambiental e dissimular o operador, a composição de roupas não pode ser agressiva demais, para não dar impressão de ameaça, e nem "leve"  demais para demonstrar fraqueza.


13- Comporte-se de forma neutra. Sem agressividade ou docilidade exagerada. Não seja mal educado nem extremamente polido. Lembre-se do principio da neutralidade.
14- Mantenha seu EDC ( Every Day Carry) dissimulado. Use e abuse da arte do embuste e da surpresa. Deixe seu equipamento onde só você saiba.

 Equipamentos

Alguns autores trabalham com 5 níveis de operação em equipamentos focados na diretiva, os níveis vão de simples EDC diários no nível 1 até conjuntos completos de combate no nível 5 para serem usados em estágios realmente complicados de crise. Neste nível a GMD perde sua eficácia em escala e a regra é: Quanto mais equipado menos cinzento.
Um homem com uma arma na mão é um cara com uma arma na mão, fim. Isso chama a atenção de todos. Porém, vamos nos ater aos níveis baixos de operações.

15- Dissimule suas potencialidades. Lutadores, soldados, caras muito fortes adoram exibir seu potencial físico, isso funciona, e funciona tão bem que automaticamente atua na forma como são vistos. Quanto mais duro o aço, mais pesado é o golpe do martelo. Talvez força e potencial físico tenha algum potencial de dissuasão em alguns momentos, mas passada esta fase diplomática, nas vias de fato, o agressor emprega muito mais força e recursos em alvos deste tipo, pressupondo a necessidade de uma maior ameaça e maior resistência.
16- 98% das pessoas só entendem marcas famosas na maioria dos produtos. As pessoas buscam o conceito de CARO e tendem a ignorar o resto. Um óculos escuro de policarbonato balístico com capacidade de parar um projétil .22 em um disparo direto tem as mesmas, ou até mais, funcionalidades ópticas de um RAY BAM da moda. Os GMD por razões óbvias preferem um esportivo ESS Crossbow que passa tranquilamente por um óculos comprado na feira, do que um modelito da moda.


17- Hoje se encontra fácil no mercado roupas especiais com o modelo mais comum possível. Uma calça tática de cor neutra, fora do conjunto do fardamento nada mais é que uma calça cargo comum, vendida em qualquer lojinha de esquina. Uma bota extra resistente se passa por uma destas botas comuns de outdoor. Um bracelete de paracord 550 ou uma pulseira de relógio vai passar como uma peça hippie de mal gosto ou uma lembrancinha feita pela namorada que o cara usa pra agradar e nem é tão feio assim.Camisas com aparência absurdamente comuns podem guardar imensas aplicações, como as térmicas e a prova de rasgos e cortes.
18- Talvez o clipe do seu canivete passe batido na maioria dos lugares e para a maioria das pessoas, mas muitos profissionais de segurança já fazem esta leitura, que significa "ARMADO", e quem tem uma, pode ter mais.
19- Cases e coldres na cintura, presos no cinto : Você é o Batmam?


20- Pessoas armadas quase sempre denunciam o porte dissimulado. Em um país com leis desarmamentistas a ultima coisa que se pensa é que você é um cidadão de bem preocupado em se defender. Ou é policia ou é ladrão, de todas as formas é uma atenção desnecessária. Se você possui porte de armas certifique-se de oculta-la da forma certa, sem enroscar, volume exagerado ou limitações físicas. Treine a dissimulação. Agentes traquejados sabem identificar um elemento armado por sinais simples, como uma roupa torta, a forma de andar e se sentar e o comportamento inconsciente de tocar e "arrumar" o equipamento. O mesmo vale para facas e laminas táticas, sprays e outros recursos de defesa pessoal.


21- Use itens pequenos, que caibam nos seus bolsos. Busque lanternas pequenas e funcionais, laminas leves e com corte potente adaptadas para o seu cenário de atuação. A surpresa é a arma da maioria dos agressores, quanto mais dissimulada as suas potencialidades, mais chances você tem de usar este fator a seu favor.
22- Ser um cinzento é uma medida defensiva, por melhor que seja ela não faz de você um herói de cinema.
23- Se você for solteiro em busca de um enrosco, A GMD vai fazer com que suas chances de achar alguém desabem, então pense bem onde vai aplicar a diretiva.

Abraços Deltas, até a próxima!
(Guia do Sobrevivente)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

6 armas primitivas que foram modernizadas.



Acho que todos que seguem o guia, em algum momento se depararam com nossa série de postagens que oferecem algumas opções de escolha sobre temas variados, esta não foi diferente, em cada comentário uma dose de paixão, critica e até uma fúria guerreira aflorada pelo tema. Então, resolvi listar algumas destas armas primitivas que o homem continuou aprimorando, com tecnologia ou novas técnicas de uso.


Não vou enrolar muito com conceitos. O ser humano desenvolveu armas nos primórdios da humanidade. Espécie inteligente, mas nasceu sem presas, garras ou um bom e resistente couro, o que tornava muito arriscado lidar com outras criaturas.

E quando eu digo "lidar", falo do simples ato de comer. Mesmo que conseguisse uma caça qualquer, ainda era necessário passar pelo seu couro, e nossas unhas e dentes não colaboram muito, então o espertinho humano tratou de conseguir um "dente" que fizesse o trabalho, é muito justo que eu comece esta postagem pelas ...

FACAS

Lá no inicio eram pequenas lascas de pedra vítrea, conseguidas na sorte de uma boa quebra, depois, aprenderam a lapida-las, molda-las e numa sequencia bem breve a usa-las como armas de caça, proteção e guerra.

A evolução passou por diversos metais, formas e tipos, e mesmo na era onde diversos tipos de aço estão disponíveis, novidades e estudos aparecem o tempo todo. O super resistente Sae 1095 cromo vanádio,  Micartas feitas com resinas ferrosas para cabos, kylex e outras ligas de polímeros plásticos para bainhas, sem contar o design, onde se é possível encontrar hoje em dia um modelo produzido com materiais hi tec específico para uma técnica ou treinamento padronizado.

Sim, houve uma grande evolução entre as primitivas facas de pedra, passando pelas adagas medievais e que ainda tem muita lenha para queimar com novas descobertas e tecnologias. Hoje algumas das melhores facas do mercado são cortadas a laser, sofrem tratamento térmico a frio, afiação por retífica e sequer passam pela mão de um cuteleiro, saindo da maquina já lacrada na embalagem.

LANÇAS

Eu inclui este item por conta de sua colocação na linha histórica. Demorou pouco para instalarem uma faca na ponta de uma vara reta. A grande vantagem era poder pinicar o alvo a uma distancia maior, diminuindo o risco de mordidas, arranhões e golpes curtos.

 Povos de todas as partes do planeta, mesmo sem nunca terem tido sequer noticia da existência uns dos outros, desenvolveram suas próprias versões desta arma, para caça, pesca e guerra, indo dos espetos de arremesso romanos ás pesadas alabardas espanholas e lanças de justa.
Como a faca evoluiu em materiais e usos, mas foi talvez a arte de arremessar lanças ou azagaias, que levou o homem a buscar um novo invento:

O ARCO

 Uma ponta voando a grandes velocidades, abatendo animais e inimigos, muitas vezes suprimindo muitas de suas habilidades naturais. Foi esta revolução que o arco trouxe aos humanos. No inicio era uma vara curvada com uma corda, disparando uma vara com a ponta amolada. Depois vieram cordas melhores, penas direcionais, ponteiras de pedra lascada, ossos  secos, metais moles.

 Em alguns lugares cresceu em tamanho e potencia, noutros diminuiu pra ser usado sobre montarias. Na idade média escreveu a história, suas pontas de aço afiado eram o terror no campo de batalha e não havia couro no planeta que resistisse ao impacto de uma flecha. Teve seu uso sobrepujado pelas armas de pólvora e ficou esquecido por um tempo. Renasceu. E pelas mãos de caçadores e adeptos do esporte está tendo um pico de avanços tecnológicos numa velocidade vertiginosa.

 Fibra de carbono, alumínio aeronáutico de ultima geração, cordas de Kevlar, aramida mais resistente que o aço, flechas impecáveis e uma precisão mortal. Mesmo os modelos tradicionais, em sua maioria, tem sua camada de fibra de vidro ou carbono e cordas de ultima geração.

As ponteiras atingiram uma tecnologia absurda, tanto em materiais como em design, capazes de tornar um simples arco composto uma arma tão, ou mais mortal que o mais potente rifle de caça africano ou fuzil de assalto.

PORRETE

No inicio era um osso longo, um bastão de madeira e até um tacape elaborado com pedaços de obsidiana. Depois tudo foi metalizado sem grandes mudanças e nascera as maças de aço, martelos de guerra e toda sorte de armas pesadas com pontas ou não pra esmagar o inimigo com armadura e tudo.

O tempo passou e a arma continua popular e muito difundida. As policias usam tonfas e cacetes, de materiais sintéticos geralmente, bastões retráteis são quase regra quando se fala em defesa pessoal e pode-se achar até uns bons amansa leão que descarregam cargas elétricas no pobre coitado que for usado como alvo.


CROSSBOWS, BESTAS E BALESTRAS


Embora não sejam armas huga huga, são muito antigas, vista pela primeira vez na China a mais de dois mil anos, percorreram todo o trajeto até os dias de hoje. Tiveram seu auge no ocidente na idade média onde serviam para armar soldados que precisavam de pouco ou nenhum treinamento para utiliza-la. A força e estabilidade da seta correndo sob um trilho, gerava uma batida dura nas placas de armadura, que não suportavam a investida.

 Como armaduras eram caras, usadas por nobres, um Papa qualquer decidiu que era uma arma do capeta, afinal, só pobres esfarrapados podem morrer nas guerras desde sempre.
As crossbows chegam aos dias atuais ostentando o que há de mais tecnológico em design, ainda muito fácil de lidar e com sistemas de mira top de linha, um atirador novato pode colocar uma flecha literalmente onde quiser, some isso ao silencio do disparo e a altíssima taxa de letalidade e terá uma das melhores ferramentas de caça já criada pelo homem.

ARMADURAS

O conceito de engrossar a pele humana para evitar ferimentos é muito mais antigo do que se imagina.

Em boa parte do mundo povos primitivos usavam fibras naturais para tecer boa parte de suas vestes, couro mole também era quase uma regra. Mas eram aqueles que arriscavam suas vidas para viver que mais empregavam recursos de proteção.

Caçadores e guerreiros usavam peles endurecidas sobre o corpo, isso os protegia de garras, unhas e dentes, e também ajudava a diminuir o estrago de armas. Na idade média, grandes couraças e malhas de aço cumpriam esta função e hoje em dia, no auge das armas de fogo e toda sorte de armas, as armaduras ainda impõe muito respeito.

São coletes de Kevlar, placas cerâmicas, módulos de aço balístico,  escudos transparentes de policarbonato e  joelheiras de polímeros e outros plásticos.
Bom galera, por hoje é só, uma postagem bem básica para mostrar que invenções primitivas ainda estão entre o top das armas, seja pra defesa ou para caça. Consegue se lembrar de mais alguma arma que evoluiu? Não se acanhe e poste nos comentários!

Abraços.
(Guia do Sobrevivente)

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Arco e flecha Tribal San - Arma de Sobrevivência.


Olá sobreviventes.
Decidi fazer uma pesquisa sobre o arco tribal Naníbio e compartilhar com vocês minhas conclusões. Acredite, isso fará você rever muitos dos seus conceitos de arquearia de sobrevivência.




Pra começar vamos descrever um pouco do cenário que me levou a este equipamento.
Vários autores e apresentadores famosos tem materiais gravados com os caçadores tribais da Naníbia, os San (ou Basarwa), pelo menos alguns muito famosos tem presença garantida na tribo, Ray Mears, Canterbury, o grande Survivorman Less Stroud e outros. Os nativos são gente dura e poderosa que vivem nas savanas com pouquíssimo recurso e que depende quase que totalmente da caça de subsistência e coleta, sendo que, os homens são caçadores e as mulheres cuidam da aldeia, da coleta de recursos e fazem o artesanato.

O Fato é, para sobreviver de caça eles usam um equipamento muito, mas muito leve, num lugar do mundo onde os bichos são muito, muito grandes, como pode isso?

 O arco

 Durante minha pesquisa pelo arco "San", assisti vários vídeos de sua confecção passo a passo. Não há um padrão de madeira utilizado nem uma medida correta. Qualquer vara de fibra lisa e flexível serve, em um dos materiais o nativo entalhava seu arco a partir de um galho de goiabeira.


Um dado interessante, uma arco desta tribo tem em média de 10 a 16 libras, dispara pequenas e levíssimas setas feitas com uma gramínea local muito parecida com o bambu de vara, porém bem afinado e nem sempre reto. O alcance é de 20 metros.
As cordas são feitas de cisal ou tendões de animais, sendo o mais cobiçado os de girafas, por serem mais longos e fortes.


As atuais pontas de flecha são feitas em aço, são hastes redondas de 20 cm marteladas na ponta e polidas em pedra. Mesmo vivendo plenamente em suas tradições, os nativos usam aço, facas, limas, pontas de lança e de flechas. A ponta em si não passa de 1 cm (10 mm), e a leveza do conjunto garante a velocidade mínima para que esta ponta muito aguda penetre na caça. Peças antigas mostram que as tribos usavam ossos, chifres e presas de animais para fazer as pontas antes da chegada o aço.


Note que, ao se falar em arqueria uma das primeiras perguntas dos novatos é sobre potencia. O mercado lança uma enxurrada de arcos e crossbows de caça cada vez mais poderosas, ponteiras indestrutíveis e sistemas de pontaria infalíveis, o que leva muitos estudantes de sobrevivência a acreditar que um arco deve ser extremamente forte para prover alimento, e muitos desistem do treino, por conta dos custos ou da falta de informação.


Repare bem, aquela bestinha de 80 libras, é 6 vezes mais potente que o arco de caça dos San, que vivem numa das áreas mais inóspitas do mundo.

 Adaptação.

Para os nativos conseguirem abater caças grandes, as setinhas são besuntadas com um poderoso veneno neurotóxico obtido a partir de larvas de um besouro local. Porém não se engane, não são todos os animais que recebem estas setas, só os grandes demais, os pequenos são abatidos de forma tradicional.
O povo San é composto por caçadores extremamente habilidosos, são rastreadores plenos que além de conhecer o terreno em que vivem, lendo as marcas deixadas nele, também conhecem a fauna profundamente. É muito comum ver um caçador imitando o animal que está rastreando, tentando assim pensar e agir como o animal agiria, aumentando suas chance de rastreio.


O veneno é só uma adaptação, como todas as outras que se encontra quando se estuda meios de sobrevivência rudimentar. O povo do deserto ensina algumas lições valiosas para todos nós, encontraram um equipamento leve de transportar em longas jornadas, funcional, que somado a pericia e treino do nativo opera milagres. Quantos de nós não desistimos de um ou outro equipamento porque alguém disse que era fraco, ou que não era adequado e sequer tentamos melhorá-lo?

Um povo isolado nos confins das savanas africanas, sem informação de internet ou meios de pesquisa moderno conseguiu se adaptar e fazer de uma ferramenta simples uma arma eficaz de sobrevivência, já do outro lado do mar, outros homens com mais potencial tecnológico e centenas de milhares de ferramentas modernas, preferem por no lixo equipamentos ainda funcionais, para comprar um "do ano" e mostrar para os amigos.

Sobrevivência meus amigos é adaptação, e não o limite do cartão de crédito.

Abraços.
(Guia do Sobrevivente).