quinta-feira, 16 de julho de 2015

Água Sanitária e suas utilidades

 Sua capacidade de sobreviver exige que você use água, que se limpe e desinfete coisas, óbvio que o mercado vai entupir suas idéias com inúmeros produtos, mas optei para meu KIT a água sanitária( cloro), por conta de seus diversos usos, a facilidade de armazenar e lidar com ela, lá embaixo depois  das pesquisas e aplicações, deixo o Kit que formei para meu uso aqui e mais uma série de dicas, não sou senhor da verdade, aceito sugestões e imploro para que pesquisem mais, o que pode ser uma solução pra minha realidade, pode não servir pra você
Pesquisa conclui: somente a água sanitária é capaz de limpar verduras e legumes
Ingerir alimentos mal lavados pode oferecer certos riscos à saúde e cada micro-organismo oferece um tipo de risco ao organismo. Para higienizar verduras e legumes, são utilizados diferentes produtos, no entanto a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Pro Teste concluiu: somente a água sanitária é eficaz.
A Pro Teste avaliou em laboratório os principais produtos que prometem higienizar verduras e legumes e concluiu que apenas a água sanitária conseguiu bons resultados, eliminando ou reduzindo a quantidade de micro-organismos para um nível aceitável. Ao mesmo tempo o estudo da Pro Teste concluiu que a lavagem simples com água, método mais comum, nem conseguiu reduzir o nível dos micróbios.
Para chegar a esta conclusão, foram misturadas duas colheres de sopa de água, fermentado acético de álcool, vinagre de vinho tinto, sanitizante em gotas, sanitizante em pastilhas, vinagre de maçã, agrin e água sanitária. Em seguida, mergulhou-se por meia hora um pé de alface, com as folhas destacadas, em cada uma das misturas.
Os riscos de cada micro-organismo encontrado em verduras e legumes:
Bactérias aeróbicas mesófilas  – indicam a qualidade sanitária dos alimentos. Um número elevado desses microrganismos indica que o alimento não deve ser consumido.
Bolores e leveduras – responsáveis pela deterioração dos alimentos. Sua presença pode tornar-se um perigo à saúde devido à produção de toxinas.
Coliformes totais – bactérias capazes de crescer à temperatura de 35 a 37 graus, por 48 horas. Podem provocar diarréias, vômitos e mal-estar.
Coliformes fecais – bactérias que apresentam a capacidade de continuar crescendo à temperatura de 44 a 45,5 graus. Quanto maior sua presença, pior é a condição higiênica do alimento.
O cloro e sua função ! 
Para o uso doméstico ou ao lidar com alimentos em restaurantes ou hotelaria é fundamental o uso correto dos produtos que melhor combatem os agentes infecciosos presentes nas águas e verduras.
O hipoclorito de cloro e seu derivado, a água sanitária, são os produtos mais usados para tratamento da água, tratamento de poços ou cisternas, e desinfecção em geral.
Este informativo destaca o uso do Hipoclorito de Sódio e sua forma diluída, a Água Sanitária. Ambos são bastante eficientes na desinfecção de águas para consumo humano, e de seu uso por seu poder bactericida e baixo custo.
A escolha de um ou outro produto pode ser influenciada por fatores como disponibilidade dos produtos na região, quantidade utilizada e transporte.
O hipoclorito de sódio é um oxidante forte, e os produtos da oxidação são corrosivos e podem queimar a pele e causar lesões nos olhos, especialmente quando usado nas suas formas concentradas. O hipoclorito não deve ser misturado com materiais orgânicos (por exemplo, sujeiras), porque podem reagir, dando substâncias carcinogênicas.
O alvejante doméstico nunca deve ser misturado a outros limpadores domésticos, especialmente àqueles que contenham ácido, porque o resultado é a formação do gás cloro. Também não deve nunca ser misturado com qualquer coisa que contenha amônia, porque pode-se formar gás cloramina.
A urina contém amônia; portanto, não se deve usar o hipoclorito para limpar respingos de urina. Ambos, o gás cloro e a cloramina são altamente tóxicos.
O alvejante doméstico também reage bastante violentamente com o peróxido de hidrogênio.


- Higiene Alimentar
Lavagem de Verduras, Frutas e Hortaliças
Coloque numa bacia plástica água misturada com Água Sanitária, na proporção de 1 colher de sopa de Água Sanitária para cada litro de água.
Lave as verduras, frutas e hortaliças com água corrente em abundância agitem-as e depois as mergulhe por 30 minutos na bacia plástica preparada anteriormente.
Lavar novamente com água de torneira para retirar a Água Sanitária.

- Água Sanitária: Higiene dos alimentos e desinfecção doméstica.
A Água Sanitária é um produto obtido pela diluição de Hipoclorito de Sódio em água, numa proporção de 1 para 5 e estabilizado com cloreto de sódio (sal de cozinha). Esse produto é destinado à limpeza, branqueamento e desinfecção em geral.
A Água Sanitária é conhecida, popularmente pelas expressões: água de lavadeira e cloro líquido, sendo comercializada junto ao consumidor final, através de marcas que chegam a definir o produto: Cândida, Globo, Q.Boa, etc.
O alvejante para uso doméstico que é vendido no mercado é uma solução de 2,0 à 2,5% de hipoclorito de sódio no momento da fabricação. A concentração varia de uma formulação a outra e diminui gradualmente com o tempo de prateleira.
A Água Sanitária contém entre 2,0% a 2,5% de cloro ativo e é estável, no mínimo, por seis meses.
Cuidado
·         Nunca misture o hipoclorito de sódio (2,5%) com amoníaco, nem com outros produtos de limpeza.

- Ação
Tanto o Hipoclorito de Sódio, que contém 10% a 13% de cloro ativo, como a Água Sanitária, com 2,0% a 2,5% de cloro ativo são muito eficientes no combate a doenças potencialmente transmissíveis pela água, dentre elas as febres tifóides e para-tifóides, a hepatite infecciosa e a cólera.
O combate à disseminação dessas doenças, do ponto de vista bacteriológico, consiste na desinfecção da água ou na eliminação de microrganismos patogênicos. 

- Cloro x Higiene
O uso do cloro na higiene dos ambientes é muito eficiente, mas tem de tomar cuidado. È um produto tóxico, portanto perigoso quando usado em excesso!
Hipoclorito de Sódio: Para manutenção das piscinas, desinfecção hospitalar...
O Hipoclorito de Sódio é um produto obtido da reação do cloro com uma solução diluída de soda cáustica.
O produto comercial é uma solução aquosa alcalina, que contém cerca de 10% a 13% de cloro ativo; sua coloração é amarelada e seu odor é característico.
No comércio, o Hipoclorito de Sódio é encontrado tradicionalmente em bombonas de 20 a 50 litros.
O Hipoclorito de Sódio também é conhecido pelas denominações "Hipo", "Cloro Líquido" ou simplesmente "Cloro". As duas últimas são impróprias, pois "Cloro" é de fato a denominação de outro produto.
O Hipoclorito de Sódio tem sido utilizado para desinfecção de águas destinadas a portabilidade, desinfecção de águas de piscinas, desinfecções em limpezas domésticas e hospitalares. Também é usado como matéria-prima para fabricação de águas sanitárias.
O Hipoclorito de Sódio apresenta uma característica que deve ser considerada em qualquer das aplicações antes citadas. Ele é um produto instável na sua forma concentrada (13% de cloro ativo), e perde, com o tempo, parte desse cloro ativo. Esta perda pode ser inicialmente de 0,2% a 0,3% ao dia; depois a perda é menor.
A utilização do Hipoclorito de Sódio concentrado só deve ser realizada sob a supervisão de um técnico habilitado.
- Para limpar sanitários
Intensifica-se o combate à CÓLERA mantendo-se limpas as instalações sanitárias.
Na limpeza diária, utilizar solução preparada com 1 copo de Água Sanitária para cada balde de água com capacidade de 10 litros.

- Limpeza depois de Inundações: no combate à doenças infecciosas como cólera e hepatite.
Use Água Sanitária, na proporção de 4 colheres de sopa para cada litro de água, para lavar as paredes, pisos e outras superfícies molhadas pela inundação.
Tenha certeza que desinfetou e limpou todas as superfícies contaminadas, tanto interior quanto exterior.
Você também pode remover mofo e germes das roupas lavando-as com Água Sanitária. Verifique na etiqueta se as cores resistem ao cloro. Use um copo de Água Sanitária para um tanque de lavar roupa.

- Produção de Leite e Laticínios
O Hipoclorito de Sódio é utilizado para a limpeza e desinfecções dos locais de produção de laticínios e prática de ordenhas na produção de leite.
Preparar uma solução na proporção de 40 gotas de Hipoclorito de Sódio para cada litro de água. Utilizar essa solução para desinfecção de materiais por imersão e para a higiene antes da ordenha (mão e úbere da vaca).
Na limpeza das instalações (lavagem) adicionar 2 litros de Água Sanitária ou 2 copos de Hipoclorito de Sódio em cada 1000 litros de água em reservatório no local e proceder a lavagem com esta solução.

Segurança e Higiene - Riscos à Saúde
O Hipoclorito de Sódio e a Água Sanitária podem ser corrosivas a pele e tecidos, principalmente devido ao seu poder oxidante e sua alcalinidade. Por isso, devem ser manuseados com cuidado.
Em caso de contato com os olhos, lavá-los em água corrente por 10 a 15 minutos. Se você tiver a sensação de "areia nos olhos", "vista embaçada", procure um oftalmologista; pode ser conjuntivite química.
Em caso de contato com a pele, lavá-la em água corrente por 10 a 15 minutos. Se você tem a pele sensível a produtos de limpeza, use luvas ao mexer com o produto, porque ele pode causar vermelhidão, alergia e até queimadura. Caso isso aconteça, procure um dermatologista.
Em caso de ingestão do produto, não provoque vômitos. Tome gelatina líquida ou clara de ovo, e procure um médico.
Em caso de inalação do produto em ambiente fechado, saia do local imediatamente e se você sentir falta de ar, mal estar, procure um médico.

Cuidados que você deve ter com a Água Sanitária ou Hipoclorito de Sódio
1. Ao comprar a Água Sanitária para desinfecção, leia atentamente a rotulagem, que deve conter os seguintes dizeres:
Registro no Ministério da Saúde.
Nome e endereço dó fabricante.
Nome do produto.
Data da fabricação.
Prazo de validade.
2. Guarde em recipiente fechado e em local ventilado e longe de raios solares e calor.
3. Nunca misture com vinagre, ácido muriático ou agente de limpeza. Pode haver liberação de gases prejudiciais à saúde.
4. Não use o Hipoclorito de Sódio direto na pele.
5. Mantenha longe das crianças e animais domésticos.
6. Não reutilizar a embalagem.
7. Use apenas as dosagens prescritas neste informativo. Dosagens não controladas podem prejudicar a saúde. 



- Transforme Água não Tratada em Água Potável
Deve-se fazer a desinfecção da água em locais não abastecidos por Sistema Público de Abastecimento de Água.

Sempre filtre e ferva a água antes de beber. Isso elimina vírus, bactérias ou parasitas que podem causar doenças.
 

 IMPORTANTE:
Se você, algum familiar ou amigo
apresentar 3 ou mais episódios de
  diarréia em um intervalo de 24 horas,
procure atendimento médico.

Caso duas ou mais pessoas apresentem
diarréia, náusea, vômito e dor abdominal
depois de comer e beber alimentos da
mesma origem, isso pode ser um surto.
- Desinfecção de Águas de Fontes (Água Límpida)
Para quem usa caixa d'água, encher e adicionar 5 colheres de sopa de Água Sanitária para cada 1000 litros de água.
Após 30 minutos a água poderá ser consumida.
Para quantidades menores colocar 1 colher de chá de Água Sanitária para cada 20 litros de água.
Misturar bem e, após 30 minutos, esta água poderá se consumida.
Caso seja para apenas um litro d'água adicione 2 gotas de Água Sanitária.
Misturar bem e, após 30 minutos, esta água poderá se consumida.

Atenção:
Não compre nem use o produto popularmente chamado de “CLORO” (líquido esverdeado ou amarelado),
normalmente vendido em qualquer quantidade sem embalagem própria. Esse é um produto muito concentrado, que pode causar intoxicações graves por ingestão (quando bebidos) ou inalação (quando cheirados), irritações violentas quando em contato com a pele ou com os olhos, além de ser extremamente perigoso especialmente para crianças e animais domésticos.

- Desinfecção de Águas Correntes (Turvas)
Caso haja consumo de água diretamente de nascentes, poços ou rios que não estejam límpidos sugere-se primeiramente filtrar esta água e em seguida colocar 1 colher de chá de Água Sanitária para cada 20 litros de água.
Misturar bem e, após 30 minutos, esta água poderá se consumida.
Faça limpeza e desinfecção freqüente de seu filtro (15 em 15 dias), utilizando água e Água Sanitária.


- Desinfecção de Águas Correntes de Fontes (Águas Límpidas)
É necessário um dispositivo dosador, conhecido como "pinga-pinga", que pode ser construído usando 1 bombona (garrafão plástico) com capacidade de 50 litros e com 1 torneira plástica na sua base (dosador).
Sob a supervisão de um técnico habilitado, coloque 45 litros de água e 5 litros de Hipoclorito de Sódio ou 25 litros de água com 25 litros de Água Sanitária.
A solução obtida em torno de 1% de cloro ativo é denominada solução clorada e ficará pingando na nascente da água.
A quantidade de cloro que deve permanecer na água até a sua utilização final é conhecida como "cloro residual" e deve ser controlada para ficar numa concentração de 0,2 a 0,5 ppm (parte por milhão).
Para verificar se a concentração do cloro está compatível como desejado, deve-se escolher a torneira mais distante da nascente (dentro das residências) e aplicar o método simplificado de controle.
Feito isso, abrir ou fechar mais o dosador (pinga-pinga) até atingir o teor de cloro residual desejado.


Fonte site: faz fácil.com


São 5 litros, numa ótima embalagem de transporte, o prazo de validade é de um ano.
Recomendo  ter um galão destes no seu kit, deixe-o lá, bem armazenado e sem acesso de animais ou crianças, local fresco. No caso de uma necessidade extrema e se tiver condições, procure o cloro em pó e produza mais em casa mesmo, pra isso os galões serão valiosos.
Você vai precisar no seu kit de instrumentos de medida, exclusivos para o produto, aqueles copos que medem os ml, conta gotas ( uma mamadeira barata te permite manipular cargas maiores de água medindo as gotas), um pedaço de mangueira de chuveiro ajuda muito, 2 colheres de tamanho diferentes, uma bisnaga de desodorante spray devidamente encapada pra uso na cozinha, Este kit cabe em um saquinho ou caixa de sapatos, e fica lá junto das embalagens do produto some se quiser 2 ou 3 embalagens usadas vazias, de menor capacidade pro caso de ter de carregar o produto de forma mais leve. O kit todo vai ocupar um cubo de 40 cm de lado, já contando o pote sobressalente de cloro em pó e não contando os recipientes para produzir água sanitária em casa.

DICAS:

Não importa como capte a água, sempre deve purificá-la e filtrá-la o máximo possível.
A água captada usada na horta, também deve conter gotas do produto, coliformes fecais contaminam as plantas e animais da mesma forma que os humanos.

(Guia do Sobrevivente)

segunda-feira, 13 de julho de 2015

10 habilidades para o sobrevivencialista primitivista.


São chamados de sobrevivencialistas primitivistas pessoas que focam seus estudos em viabilizar uma estratégia de sobrevivência a crises usando exclusivamente o ambiente natural como fonte de recursos e apostando em seu conhecimento para se manter. Nesta postagem analisaremos alguns aspectos desta estratégia e vamos propor uma lista de 10  habilidades que devem ser desenvolvidas por todos aqueles que vão optar por este caminho.



Cabe aqui de cara falar um pouco sobre a estreita ligação que o sobrevivencialismo faz com o bushcraft, woodcraft e outras modalidades de campo, realmente e de fato, as técnicas muitas vezes são as mesmas, o único diferencial é a escolha do operador. Ao se auto denominar "sobrevivencialista" e não "bushcrafter" fica claro que a ênfase do operador esta além da prática comum, assumindo ares de estilo de vida ou preparação propriamente dita, ou seja, alguém que se prepara literalmente para viver desta forma se for preciso, e não fazer passeios os fins de semana.


Diferente de outras modalidades de campistas, são classificados como "primitivistas" todos sobrevivencialistas que operam BOB's (mochilas de fuga e evasão) voltadas para ambiente inóspito que envolva natureza, com altas doses de uso de materiais naturais em sua composição de sobrevivência.
O termo não se aplica a vivência rural, ou outros meios que disponham de recursos pré estabelecidos além da mochila em sí.
Embora dispondo de meios modernos, como lanternas e anti bióticos, os primitivistas apostam na alta mobilidade e emprego de seu equipamento portátil, em seu conhecimento de fauna e flora e em sua habilidade em construir ou improvisar coisas necessárias, neste ponto, o sobrevivencialismo primitivo mergulha no bushcraft, englobando a maioria das técnicas das "artes do mato".


A primeira referencia direta ao sobrevivencialismo primitivista veio do autor inglês Roy Richardson em 1994, e surgiu como uma vertente de ligação entre o movimento prepper Inglês e os praticantes de artes mateiras, Richardson foi o primeiro a documentar a pratica sobrevivencialista primitivista como meio de sobrevivência a longo prazo em cenários de crise. Roy morreu em 2007, vitimado por uma infecção hospitalar após se ferir em uma caçada de javalis selvagens.

Imaginando uma sociedade em colapso que exija ao operador uma retirada para um ambiente natural portando exclusivamente sua mochila BOB, elaboramos uma lista com o que seriam as habilidades necessárias para se manter por longo tempo fora da civilização:


01 - Caça e pesca - Saber operar com segurança um ou dois tipos de armas em suas versões modernas e primitivas, como arcos e lanças, a montagem de armadilhas e gatilhos variados. Saber lidar com equipamento moderno e primitivo de pesca e conhecer a metodologia primitiva de captura de peixes.
02 - Alimentos - Saber lidar com o cozimento de todos os grupos alimentares e métodos diversos de preparo. Em situações de sobrevivência a curto prazo jogar carne sobre o carvão basta, mas em vivencias longas é preciso conhecer os segredos da conservação e um mínimo de escala nutricional.


03 - Artesanato - Se você sabe entalhar uma colher não precisa carrega-la na mochila. o mesmo vale para outros meios imprescindíveis para sobrevivência humana de longa duração, como abrigos, cabos de ferramenta, móveis e utensílios. Uma BOB primitivista é composta basicamente de ferramentas de criação, como machadinhas, pás, facas para entalhes côncavos, serras, grosas, etc. O operador se foca em construir com meios naturais aquilo que precisa.
04 - Woodcraft - Não se trata de fazer pequenos utensílios, mas de grandes coisas, como cabanas, móveis e grandes trabalhos que facilitam a existência a longo prazo, este conhecimento engloba noções de carpintaria rústica, engenharia no que cabe a colunas e vigas e um grande conhecimento de materiais naturais e suas aplicações. O woodcraft é o estudo moderno do estilo de vida dos colonos a partir do ano de 1500 na idade média, até o inicio de 1900, e envolve meios de baixa tecnologia. Embora voltado para estrutura fixas permanentes, o sobrevivencialista tem um bônus de segurança ao empregar estes meios em suas andanças.
05 - Medicina natural - Chega uma hora que o remédio moderno acaba, ou tem de ser racionado. Nestes casos a medicina natural surge para tentar resolver o problema de saúde vigente Não é só conhecer ervas e folhas e suas propriedades, mas saber as dosagens e aplicações, além de confeccionar medicamentos como chás e unguentos com as quantidades corretas.


06 - Sobrevivência - Neste caso falo da técnica usada em momento extremo, de vida ou morte em ambiente natural, daquele momento que tudo dá errado e você precisa de ajuda, em um cenário de crise extrema, mesmo ser capturado pode ser uma opção e o estudante de sobrevivencialismo tem a obrigação de manter-se vivo durante seu treinamento.
07 - Meteorologia - Não é uma questão de ir ou não pescar no fim de semana se estiver chovendo. Você está lá e o clima não quer saber de sua condição, no ambiente natural ter noções climáticas é uma arma poderosa para quem se aventura por períodos longos.
08 - Permacultura - Permacultura engloba muitos aspectos que vão da construção ao plantio. A palavra ECOCÍDIO trata de povos que detonaram os recursos naturais de uma região sem fazer nada para repor as perdas, os ciclos de cultivo rudimentares da permacultura ajudariam e muito o operador a coletar e repor recursos naturais e assim se manter em uma área por mais tempo.
09 - Fauna e flora - Trata de aspectos muito locais. Um sobrevivencialista que mantém um plano de evasão com BOB primitivista não pode se dar ao luxo de não ter um plano de retirada, e isso envolve locais específicos com características especificas de fauna e flora. Épocas de acasalamento, de florada de determinada planta ou fruta, espécies de peçonhentos e plantas venenosas. Para se viver da terra é necessário um conhecimento natural muito aprofundado do ambiente escolhido.


10- Experiência - Não adianta ver um vídeo ou ler um livro sem experimentar as impressões reais. Você pode até achar que constrói fácil aquele abrigo que viu na internet, mas não constrói, o máximo que você tem é a noção de como fazer e alguns macetes, mas só terá a dimensão exata do trabalho quando meter a mão na massa. Isso vale para qualquer aspecto do sobrevivencialismo, mas é agravado quando o ambiente hostil é o palco da ocorrência, e a vida na natureza é hostil para quem não está preparado. Treine, estude, adquira experiência antes de formular um plano de fuga primitivista.

Vale lembrar, que esta estratégia é considerada GLOBALMENTE como sendo a mais difícil, dura e exigente em termos de preparação, poucos operadores obtém êxito em sua aplicação a períodos maiores que 2 meses, após este tempo se inicia uma grande demanda fisiológica e um enorme risco de morte.
Não, não é impossível viver exclusivamente em ambiente selvagem, isso exige um alto índice de adaptação que faz com que os operadores praticamente assumam a prática não só como meio de estudo, mas como um estilo de vida, não obstante, um cenário pré preparado pode contribuir com os suprimentos que seriam necessários para períodos mais longos, (Vide Tubos de sobrevivência) o que foge do aspecto de uma única mochila, mas que viabiliza a existência humana.


Na minha opinião como autor, VIVER de bushcraft, embora possível é muitíssimo difícil, um jogo para ser jogado por poucos e difere muito da prática comum (hobby) e e técnicas de sobrevivência visando o resgate, exige um nível de desligamento enorme dos padrões atuais a fim de obter a vivência plena das técnicas, o que inviabiliza o estudo para a maioria das pessoas.


Vou deixar uma pergunta, na opinião de vocês, sobrevivencialismo primitivista é viável?

Abraços.

sábado, 11 de julho de 2015

Cuidado com os pés

Algumas dicas para você aproveitar melhor sua viagem/caminhada e retornar dela com os pés saudáveis:
1) Cuidar bem dos seus pés nas vésperas é essencial
Não force seus pés com sapatos apertados e posições desconfortáveis no trabalho. Nas vésperas de sua caminhada, planeje bem para que seus pés estejam intactos e relaxados no dia da partida. Antes de sair de casa, certifique-se de que seus pés estejam limpos e bem acomodados na sua bota/tênis.
2) Invista numa bota/tênis confortável e de qualidade
Dependendo do terreno, é necessário que você utilize calçados de solado mais firme, para que seus pés não fiquem se entortando pelo caminho quando você pisar em pedras, raízes e buracos. Se isso acontecer, é provável que você se canse muito mais rápido e não aprecie o passeio como poderia. Os solados firmes evitam também as torções, dores nas costas e pernas.
3) Botas impermeáveis, mas respiráveis
Mais uma observação importante na hora de comprar a sua bota é certificar-se de que ela “respira”. Você precisa fazer o dever de casa e se informar se os modelos disponíveis ou os que você deseja são realmente respiráveis. Para isso, conte com a experiência de aventureiros mais experientes que você. Pesquise em fóruns, blogs e sites de opinião sobre os modelos que estão na sua pauta. Se o calçado não deixar seus pés respirarem, você vai ganhar bolhas e muito desconforto. Afinal, a umidade precisa sair. Os modelos atuais comumente utilizam a tecnologia Gore Tex que não deixa a umidade entrar, mas a deixa sair.
4) Cuidado com o tamanho do calçado
Seu calçado deve estar confortável. Isso significa que ele não pode estar justo e nem largo demais. Quando for comprar seu calçado para caminhada, leve em consideração as descidas, ocasião onde os pés são forçados para a frente. Considere também que, com o esforço, nossos pés tendem a inchar um pouco, levando o que está apertado a ficar arrochado. Mas não caia no erro de comprar um número maior. Experimente o calçado e avalie. O ideal é que seus dedos não fiquem colados no bico do calçado, evitando que você ganhe de presente algumas unhas roxas, dedos doloridos e bolhas quando for fazer descidas.
5) Amarração
Parece coisa boba, mas a amarração faz uma diferença muito grande na hora de evitar bolhas. É importante que seu tornozelo fique bem firme na parte de trás do calçado, evitando que escorregue para frente entrando em atrito em diversas partes do seu pé. Existem diversas maneiras diferentes de amarrar seu calçado. Veja qual a melhor para o seu caso e faça-a bem firme.
6) Evite meias de algodão
As meias de algodão encharcam facilmente e seguram a umidade. Com as meias úmidas, a pele amolece e permite que a fricção cause bolhas. Então, meia de algodão para caminhadas, nem pensar!
Você não quer meias que tenham sequer 1% de algodão.
7) Abuse das meias de lã ou tecido sintético
São as melhores. Existe atualmente uma ampla variedade de meias para todos os gostos e bolsos. Minha sugestão são as de lã merino. Elas são confortáveis, absorvem rapidamente o suor e o expelem com mais facilidade do que o algodão e alguns outros tecidos. Geralmente são meias importadas e o custo x benefício delas é excelente. Sua durabilidade é maior e são projetadas especificamente para trazer conforto aos aventureiros caminhantes. Os fabricantes nacionais comumente colocam algodão na fórmula, o que já vimos que não é legal. Até mesmo no verão, essas meias são uma boa pedida. É só você verificar na hora da compra a grossura da meia. Costumam ser classificadas como light hiker, heavy trekker, duplas, triplas e por aí vai. O fabricante também costuma indicar o tipo de uso que mais cabe àquela meia. Pesquise bem, as opções são muitas.
8) Liners – quando usá-los
Os liners desempenham um papel de grande importância para o pessoal que faz caminhadas mais longas e com meias mais “pesadas”. Muitas vezes as meias mais grossas irritam, ou “lixam” os pés dos montanhistas pela sua constituição. Para resolver esse problema, existem os liners, que são meias bem finas e de material que permite a evaporação muito rápida. Evitam o contato da pele com meias mais ásperas e facilitam a transpiração, expelindo a umidade para a segunda meia. É comum você tirar a bota e verificar que seu liner está seco e sua meia, molhada.
9) Esparadrapos como prevenção
Se você possui pés muito sensíveis ou pontos de fricção já conhecidos nos seus pés, tente isolá-los com pedaços de esparadrapo. Mas cuidado para não deixar que o esparadrapo embole ou faça um recorte em cima de um ponto de fricção. Se não, seu pesadelo será muito pior. Se você já tiver uma bolha, não use esse método pois quando extrair o esparadrapo, a pele solta virá junto, abrindo uma ferida.
10) Pomadas e vaselina
Algumas pessoas fazem uso de pomadas ou vaselina para evitar os pontos de atrito. Eu particularmente não gosto, mas é uma opção se você quiser fazer o teste. Mas cuidado para não lambuzar os pés, pois o resultado é desastroso. Seus pés ficarão sambando dentro do calçado, criando cada vez mais problemas. Passe um pouco somente nos locais de maior atrito. Esse método é mais usado por pessoas que têm bolhas entre os dedos e em locais onde o esparadrapo não cola bem.
Se a bolha aparecer, calma!
Se mesmo com todas essas dicas, as bolhas apareceram e ameaçam transformar seu passeio em um pesadelo, calma. Vamos ver algumas coisas que você pode fazer para minimizar o problema:
– Não estoure a bolha de qualquer maneira. O ideal é que você tenha agulha fina esterilizada ou esterilize-a na hora, furando a bolha e costurando-a com uma linha, também fina, para que a pele não cole e se encha de fluido novamente.
– Jamais tire a pele solta. Você criará uma ferida extremamente dolorida e com maior risco de contaminação.
– As pomadas ajudam na cicatrização mas não curam de um minuto para outro. Então, em alguns casos, é melhor voltar antes da hora do que sofrer por dias a fio.
– Se voltar não for uma opção, coloque um pequeno pedaço de gaze exatamente em cima de onde a bolha se formou e isole tudo com um pedaço grande de esparadrapo. Certifique-se de que o esparadrapo não vai soltar no local de fricção e que não haja costuras e dobras nele. Isole uma área bem maior do que a área da bolha.
– Se a bolha estiver suja de lama ou algo semelhante, desinfete-a antes de fazer qualquer curativo e limpe seu calçado por dentro antes de voltar a caminhar.

Seus pés precisam de descanso!
Lembre-se que durante a caminhada, especialmente as mais longas, você precisa parar algumas vezes para tomar fôlego, beber um pouco de água e recuperar as energias. Seus pés também precisam. Nas suas paradas para descanso, tire o calçado, deixe os pés respirar e coloque suas pernas para cima. Ao invés de colocar a mochila como encosto para a cabeça, coloque-a como suporte para que suas pernas fiquem um pouco mais elevadas do que o resto do seu corpo, fazendo o sangue circular melhor pelo seu corpo, restabelecendo o equilíbrio e facilitando o descanso.
Com essas dicas, espero que você se livre definitivamente das bolhas e faça boas caminhadas.
(Viagens e andanças)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Caminhada seca-barriga


Estudos realizados em centros de pesquisa do mundo todo comprovam que a mais simples de todas as atividades físicas - andar - é uma forma eficaz, fácil e barata de emagrecer, ganhar fôlego e proteger o coração. A novidade é que especialistas americanos descobriram que caminhar é tiro e queda para acabar com a gordura abdominal. Eles analisaram a relação entre esse tipo de exercício e os excessos que insistem em se alojar na barriga e provaram que uma média de duas horas e meia de caminhada por semana pode exterminar as sobras nessa região e diminuir até 2,5 centímetros em quatro semanas.
Mas por que caminhar funciona tão bem para declarar guerra aos pneuzinhos? Segundo Tim Church, da Louisiana State University, nos Estados Unidos, esse tipo de atividade ajuda a reduzir a gordura abdominal profunda, chamada gordura visceral. “Se você se exercitar o suficiente para perder 10% da sua gordura corporal, pode, na verdade, diminuir a gordura visceral em até 30%”, diz Church. Porém, é preciso deixar claro que a caminhada só traz esse tipo de resultado se aliada a uma dieta saudável.
Outro fator importante: quando a intensidade é variada durante o exercício, há uma maior metabolização da gordura como fonte de energia. “Desse modo, andar se torna uma atividade mais eficiente e é possível conseguir resultados em menor tempo”, defende Claudio Pavanelli, fisiologista da Sociedade Esportiva Palmeiras. 
Por isso, os professores Emerson Bisan, da assessoria esportiva Nova Equipe, e Mickey Ferrari, da academia Reebok, ambas em São Paulo, montaram um programa em que você vai caminhar menos de uma hora por dia, cinco vezes por semana, e intercalar a intensidade durante o treino. “Quando se faz o mesmo exercício todos os dias, não demora a atingir o que a gente chama de zona de conforto. O organismo acostuma, não é mais desafiado, e os benefícios ficam comprometidos”, explica Mickey. 

Vamos lá!

Escolha o plano que mais se ajusta ao seu estilo de vida: há um programa para fazer naesteira ou na rua e o outro para quem gosta de andar na praia. Aposte no seu preferido e tire o máximo proveito dessa malhação com cara de passeio. Afinal, depois de tudo isso que você leu, sua caminhada nunca mais será a mesma.

A postura certa

Enquanto você caminha, preste atenção em alguns itens importantes:
Cabeça: deve ficar alinhada com a coluna, mantendo o queixo paralelo ao chão, para evitar dores no pescoço.
Ombros: coloque-os para trás e não deixe com que tensionem a musculatura do pescoço.
Braços: eles acompanham o movimento, de preferência com os cotovelos flexionados a 90 graus, para evitar que as mãos inchem.
Barriga: contraia bem os músculos do abdômen enquanto caminha, como se levasse o umbigo em direção às costas. Além de trabalhar a região, você melhora a postura.
Pés: sempre que pisar, apóie primeiro o calcanhar no chão e então “desenrole” o pé. O tamanho da passada não deve ser nem muito curto nem muito longo. Dê passos macios, para não machucar os ossos da canela.

Pequenos cuidados para uma caminhada mais eficiente 

  • Use roupas leves e escolha um tênis confortável, com sistema de amortecimento. Prefira modelos indicados para caminhada, cuja sola não é tão alta como nos de corrida.
  • Evite caminhar sob sol forte. Use chapéu ou boné e passe filtro solar no corpo todo, mesmo em dias nublados.
  • Nunca caminhe em jejum: se andar logo cedo, tome um suco, coma uma fruta ou uma barra de cereais e deixe o café completo para a volta.
  • Beba água antes, durante e depois da caminhada. É recomendável tomar um copo a cada 20 minutos.
  • A respiração deve ser a mais natural possível, de preferência nasal. O nariz aquece, filtra e umedece o ar. Ao respirarmos pela boca, isso não acontece.
  • Quando estiver adaptada à caminhada, não se acomode: você pode intensificar o trabalho apertando um pouquinho o passo, crescendo a inclinação da esteira, incluindo mais ladeiras no trajeto ou aumentando a duração do exercício.

Para o exercício render mais

Areia fofa = exercício turbinado
Nesse tipo de terreno, tudo bem caminhar descalça, porque o impacto é reduzido. De acordo com a fisiologista americana Therese Ikonian, na areia fofa você consume o dobro de calorias do que numa superfície dura. Além disso, como exige muito mais dos músculos, é um ótimo exercício para modelar as pernas.
Como calcular a frequência cardíaca máxima (FCM)
O que vai determinar a intensidade da caminhada é a sua frequência cardíaca. É importante monitorá-la e mantê-la dentro da faixa indicada no treino. Para isso, o primeiro passo é calcular a frequência cardíaca máxima (FCM), subtraindo a sua idade de 220. Se tem 20 anos, FCM: 220 - 20 = 200. Para andar entre 60% e 70% da FCM, faça o cálculo: se a sua FCM for 200, a conta é 200 x 0,6 (120) e 200 x 0,7 (140). Isso significa que terá que manter o batimento cardíaco entre 120 e 140 vezes por minuto. Se tiver frequencímetro, melhor. Caso não tenha, pode utilizar também a tabela de percepção de esforço abaixo.
Entre no ritmo
Conseguir falar durante o exercício normalmente é um dos sinais que indica que você está mantendo a faixa ideal de batimentos cardíacos
Moderado (de 60 a 70% da FCM) - dá para conversar, ainda que você fique um pouco ofegante.
Forte (de 75 a 80% da FCM) - é mais difícil conversar, pois o esforço se torna maior
Cansativo (de 85 a 90% da FCM) - não é possível conversar, porque a respiração fica extremamente ofegante

Plano para caminhar na praia

Quem vai passar as férias no litoral ou mora em uma cidade praiana pode apostar no treino à beira-mar. Intercalar areia dura com areia fofa e andar na água são as variáveis que deixam esse programa mais forte. Você se exercitará por menos tempo, mas os terrenos exigem mais esforço.
Não esqueça de realizar o aquecimento antes (ande 5 minutos em ritmo lento, como se estivesse passeando) e o alongamento depois, para prevenir lesões.
Semana 1
2ª feira
Tempo: 30 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
3ª feira
Tempo: 30 min
Ritmo: alternar 10 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM com 10 min de caminhada na areia fofa entre 60 e 70% da FCM
Superfície: areia dura e fofa
4ª feira
Tempo: 30 min
Ritmo: alternar 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM com 15 min de caminhada na água a 80% da FCM
Superfície: areia dura e água
6ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura 
Sábado
Tempo: 30 min
Ritmo: 5 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 5 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 5 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM 
Superfície: areia dura
Semana 2
2ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
3ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: alternar 5 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM + 15 min de caminhada na areia fofa entre 60 e 70% da FCM + 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM 
Superfície: areia dura e fofa
4ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: alternar 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM com 20 min de caminhada na água a 80% da FCM
Superfície: areia dura e água
6ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
Sábado
Tempo: 35 min
Ritmo: 5 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 5 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 5 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Superfície: areia dura
Semana 3
2ª feira
Tempo: 40 min 
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
3ª feira
Tempo: 40 min
Ritmo: alternar 5 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM + 20 min de caminhada na areia fofa entre 60 e 70% da FCM + 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM
Superfície: areia dura e fofa
4ª feira
Tempo: 40 min
Ritmo: alternar 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM com 25 min de caminhada na água a 80% da FCM
Superfície: areia dura e água
6ª feira
Tempo: 40 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM 
Superfície: areia dura
Sábado
Tempo: 40 min
Ritmo: 5 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 5 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 5 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Superfície: areia dura
Semana 4
2ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
3ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: alternar 5 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM + 30 min de caminhada na areia fofa entre 60 e 70% da FCM + 10 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM 
Superfície: areia dura e fofa
4ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: alternar 15 min de caminhada na areia dura entre 60 e 70% da FCM com 30 min de caminhada na água a 80% da FCM
Superfície: areia dura e água
6ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Superfície: areia dura
Sábado
Tempo: 45 min
Ritmo: 5 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 5 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 5 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Superfície: areia dura

Plano para caminhar na rua ou na esteira

Este programa dá para fazer ao ar livre ou usando o equipamento da academia ou de casa. As ladeiras nas ruas e a inclinação na esteira vão fazer a diferença e intensificar o treino.
Não esqueça de realizar o aquecimento antes (ande 5 minutos em ritmo lento, como se estivesse passeando) e o alongamento depois, para prevenir lesões.
Semana 1
2ª feira 
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
3ª feira
Tempo: 42 min
Ritmo: alternar 3 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM com 3 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM
Percurso: plano
4ª feira
Tempo: 40 min
Ritmo: alternar 2 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM (plano) com 2 min de caminhada a 80% da FCM (5% de inclinação)
Percurso: plano com subida
6ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
Sábado
Tempo: 30 min
Ritmo: 10 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 10 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 10 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Percurso: plano
Semana 2
2ª feira
Tempo: 40 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
3ª feira
Tempo: 48 min
Ritmo: alternar 3 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM com 3 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM 
Percurso: plano
4ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: alternar 2 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM (plano) com 3 min de caminhada a 80% da FCM (5% de inclinação)
Percurso: plano com subida
6ª feira
Tempo: 35 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
Sábado
Tempo: 45 min
Ritmo: 15 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 15 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 15 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Percurso: plano
Semana 3
2ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
3ª feira
Tempo: 54 min
Ritmo: alternar 3 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM com 3 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM
Percurso: plano
4ª feira
Tempo: 54 min
Ritmo: alternar 2 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM (plano) com 4 min de caminhada a 80% da FCM (5% de inclinação)
Percurso: plano com subida
6ª feira
Tempo: 45 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
Sábado
Tempo: 45 min
Ritmo: 15 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 15 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 15 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Percurso: plano
Semana 4
2ª feira
Tempo: 50 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
3ª feira
Tempo: 60 min
Ritmo: alternar 3 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM com 3 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM
Percurso: plano
4ª feira
Tempo: 63 min
Ritmo: alternar 2 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM (plano) com 5 min de caminhada a 80% da FCM (5% de inclinação) 
Percurso: plano com subida
6ª feira
Tempo: 50 min
Ritmo: de 60 a 70% da FCM
Percurso: plano
Sábado
Tempo: 60 min
Ritmo: 20 min de caminhada entre 60 e 70% da FCM + 20 min de caminhada entre 75 e 80% da FCM + 20 min de caminhada entre 85 e 90% da FCM
Percurso: plano

De olho no cardápio

Qualquer mudança no corpo requer atenção especial à alimentação. Ou seja: não adianta adotar um programa de caminhada para secar a barriga e continuar comendo de maneira errada. Os especialistas costumam dizer que mais de 50% do resultado de um plano de emagrecimento ou de definição muscular depende do que você coloca no prato. Portanto, antes de aderir à malhação, é necessário checar se você precisa mexer no cardápio. Nada de apostar em regimes radicais, basta optar por um menu balanceado e saudável. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Caminhando corretamente


Caminhando corretamente
Praticar exercícios é uma boa opção para aumentar os cuidados com a saúde. Além de contribuir para a prevenção de doenças, as atividades físicas combatem a obesidade e também melhoram a auto-estima, principalmente nas pessoas da terceira idade.

A caminhada é uma das opções simples e prática. Não requer investimento financeiro, pode ser praticada a qualquer horário, por qualquer pessoa. Segundo o médico e cirurgião especializado em ortopedia, Dr. Fabio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia & Saúde, a caminhada é um dos exercícios mais democráticos e eficazes que existe.

"Todo mundo pode praticar, melhora a respiração, a circulação sangüínea, a postura, aparecimento de varizes, hipertensão", afirma Ravaglia. "Além de combater problemas físicos, este tipo de atividade é excelente para a socialização", acrescenta.

Entretanto, Ravaglia alerta que é preciso tomar algumas precauções para que sua saúde não acabe sendo prejudicada. Em entrevista, o ortopedista apresentou algumas dicas que podem aperfeiçoar a prática da caminhada.

1) Evitar passos largos
Passos largos não são recomendados. Há o perigo de cair, além do risco de torções. Se alguém quiser andar mais rápido, deve dar passadas curtas, com um intervalo de tempo menor.

2) Cuidado com a forma de pisar no chão
Deve-se evitar pisar com a ponta do pé ou "marretar" o chão, dando pisadas muito fortes. O correto é primeiro aterrissar o pé no solo com o calcanhar, rotar e aterrissar a planta do pé.

3) Postura errada é prejudicial
A postura é outro detalhe muito importante que deve ser levado em consideração. É preciso caminhar como se estivesse olhando a 20m à frente, com a cabeça na altura dos ombros, contraindo o abdome e alternando entre os pés e os braços. Quando o pé direito vai à frente, o braço esquerdo vai também e vice-versa.

4) Não caminhar com pesos
Se a intenção é definir as pernas, caminhar com peso não é a saída. Outras opções como musculação devem ser consultadas. Caminhar com pesos pode lesionar a coluna, causando dores nas costas.

5) Atenção ao tipo de calçado
Se o calçado não for apropriado, ele não amortecerá bem o chão e, dessa forma, podem ocorrer dores nas costas e na canela. O tênis é ainda a melhor saída, mas se for apertado, por exemplo, pode contribuir para o aparecimento de bolhas nos pés. A meia também precisa ser corretamente escolhida. A melhor opção são meias que evitam o deslizamento dos pés dentro do tênis, como aquelas que têm solado antiaderente.

6) Hidratar-se é fundamental
É preciso beber água antes, durante e depois da caminhada. A hidratação é muito importante para evitar o aparecimento de câimbras. Mas, até mesmo para beber água existe uma forma correta: pequenos goles, para não distender o estômago e causar enjôos.

7) Atenção com a alimentação
Caminhar em jejum pode ser algo muito arriscado. A pessoa pode sentir tonturas e até mesmo desmaiar. Deve-se fazer refeições leves, como uma boa fruta, fibras ou derivados de leite.

8) Nada de hiper-treinamento
A caminhada deve ser feita de forma gradual. Não se pode querer de um dia para o outro andar grandes distâncias e muitas vezes por semana. Isso além de causar dores musculares pode ser um fator inconsciente de surgimento de estresse. O ideal é começar com 30 minutos, três vezes por semana, em terreno plano.

9) Não esquecer o alongamento
O alongamento ajuda na agilidade, facilitando a caminhada. Deve-se aquecer os músculos antes e depois da caminhada.

10) Horário ideal
Caminhadas pela manhã são excelentes para estimular e preparar o organismo para o dia todo. Mas nada contra quem quiser dormir até um pouco mais tarde e praticar exercícios só no final do dia. Os melhores horários são entre 9h e 11h, por causa dos raios solares e depois das 16h. E sempre passar o protetor solar. Caminhar à noite também é uma opção para quem fica fora o dia todo, mas para isso é necessário escolher lugares bem iluminados e tomar cuidado com a segurança.

Após tomar todas as precauções, é só se divertir e aproveitar o que uma boa caminhada pode oferecer. Chamar os amigos, além de tornar o exercício mais agradável, garante que você tenha motivação para continuar cuidando da sua saúde.

Fonte: Terra