domingo, 5 de julho de 2015

Como construir abrigos

ABRIGOS IMPROVISADOS
















Imagens ilustrativas retiradas do livro Aventuras ao Ar Livre e do Google Imagens.

sábado, 4 de julho de 2015

Tipos de fogueiras

Faça você mesmo fogueiras em um acampamento para diversas ocasiões. Conheça os tipos de fogueiras mais utilizadas em acampamentos e para que serve cada uma delas.

DICAS:

Não acenda a fogueira para depois ir procurar lenha. Primeiro pegue bastante lenha e só depois acenda o fogo.
Comece a montar o fogo com gravetos e madeiras bem finas. Somente depois coloque as mais grossas.
Limpe bem o local antes de se iniciar qualquer tipo de fogueira.

Sempre foi uma grande experiência acampar, acredito que todos, ou pelo menos a maioria dos praticantes de buschcraft gostam de estarem em contato com a natureza. Entretanto devemos estar preparados para tudo, até para prepararmos as nossos alimentos, e por isso devemos saber como fazer uma boa fogueira; muitos apesar de saber fazer fogo não sabem fazer uma fogueira, acreditam que obtendo fogo está valendo! Iremos mostrar não apenas como se faz uma boa fogueira mas também como é a melhor maneira de mantê-la  acessa!!! Vamos ao que interessa!

Existem muitos tipos de fogo. Os mais importantes e conhecidos são apresentados logo abaixo:


Fogo de Caçador

Um dos melhores para cozinhar. Escolha dois troncos verdes de cerca de 50 cm de comprimento e 15 cm de diâmetro cada. Coloque-os lado a lado, com a abertura mais larga virada para o vento e a mais estreita sendo usada para apoiar as panelas. Mantenha o fogo baixo. Acrescente lenha quando for necessário. O uso de carvão também é apropriado. Os troncos verdes podem ser substituídos por grandes pedras ou tijolos adequadamente empilhados.
Fogo de Trincheira

Este fogo consome pouca lenha, oferece menos riscos, não é incomodado pelo vento e não irradia tanto calor, sendo apropriado para os dias quentes. Construa uma valeta mais rasa e larga de um lado, e mais funda e estreita do outro, para que o vento sopre do lado mais largo para o mais estreito. Se o chão for duro, corte as bordas bem retas de modo que apóiem as panelas ou cruze sobre a cova alguns galhos bem verdes que possam apoiá-las. O único inconveniente deste fogo é ficar ao chão, o que deixa seu uso desconfortável.
Fogo Estrela

Nada melhor que fazer uma roda de amigos os redor deste fogo. É o fogo mais básico, e é de longa duração, com calor brando. Consome pouco combustível e não necessário cortar lenha. Junte alguns troncos ou galhos ecos, disponha-os em forma de estrela de modo que todos se encontrem no centro, onde se acende uma pequena fogueira. À medida que as pontas vão se queimando, é só empurrar a lenha mais para o centro.
Fogo Refletor

Para as noites frias, prepare este excelente aquecedor natural: construa uma pequena murada com troncos verdes para dirigir o calor em uma só direção. Prepare a fogueira protegida na muralha. Cuide para que o vento sopre em direção à muralha e não à barraca. Uma rocha ou barranco podendo também colocar-se papel alumínio na parede, para refletir luz e calor também podem funcionar como refletor. Neste caso, verifique se o local é bom para se armar uma barraca.
Fogo do Conselho

Só pode ser usado na cerimônia do Fogo do Conselho, e de preferência não se deve usar combustíveis que não sejam naturais (mas em caso de emergência…). Esse fogo já era usado nas reuniões indígenas.
Altar de Cozinha

Usado quando o solo está totalmente molhado. Podendo ser feito com pedras ou lenha verde. Sendo uma ótima fogueira para cozinha pois fica acima do chão, facilitando a vida do cozinheiro porque você não precisa se abaixar. Infelizmente não é muito utilizado pois é difícil de fazê-lo.
Cercadura de Pedra

Faz-se uma muralha de pedras, para impedir a ação do vento na fogueira. Depois põe-se 2 forquilhas com uma lenha verde, que servirá de sustentação da panela.
Fogo em Cone

Características: dá bastante calor e as chamas sobem como um fio dando muita iluminação. Como os troncos são consumidos rapidamente, necessita de maior manutenção.
A base é um quadrado com 1 a 1,2m de lado, dispondo-se dentro dele numerosos troncos colocados em cone.

Até mais..

Cordas e nós


As cordas são utilizadas atualmente nas operações de salvamentos quase que padrão em diversos Corpos de Bombeiros. 
Como medida básica de cuidados com os cabos, temos a proteção contra abrasão física
.
              
           
Nós na extremidade de um Cabo
Meia Volta - Usado como base ou parte do outros nós ou mesmo para que o cabo não escorregue das mãos

Volta do Fiador - ( oito simples ) Utilizado como substituto do meia volta, este porém danifica menos o cabo.
 
                                             


Nó de Frade - Usado para melhorar a empunhadura quando o cabo for fino, liso ou mesmo se estiver molhado                                                        

Cote- Utilizado como arremate final de um nó.

Nó de Ramo - Sequências de meias voltas intercaladas utilizadas para auxiliar a subida em um cabo.Pode ser feito com a volta do fiador.
Nó de Fita: Usado para amarrar as pontas da fita tubular para se fazer uma solteira. Consiste num nó simples numa ponta da fita, sendo percorrido em reverso pela outra ponta. Para maior segurança deixepelo menos 6 cm de fita sobrando dos dois lados para fazer um cote.
 

NÓ PARA EMENDAR CORDAS
Nó direito- Utilizado para emendar cordas de bitolas(diametros) iguais.
    

O nó direito tem algumas variedades, podendo ser nó direito cego esquerdo.

Nó torto - Utilizado para emendar cordas de bítolas diferentes.

Calabrote - Nó muito eficiente e muito harmonico, nó que dispersa bem as forças e retirando a tração podemos desfaze-lo com dificuldade.
  

Nó de pescador - Muito eficiente dispersa bem as forças, recorre quando esta sem tração.

Nó de Escota- Utilizado para unir cordas de bitolas diferentes.Pode ser dobrado também

(Corpo de bombeiros)
Escota simples
Escota dobrado

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Trekking: como fazer trilha e caminhada de aventura II

Durante a trilha – Caminhada

trilha-caminhada-aventura

Ande calmamente. Isso é lazer e não competição. Procure andar calmamente, prestando atenção à paisagem, admirando a flora e fauna — e tomando cuidado para não se acidentar. Se procura uma corrida, inscreva-se no circuito de corrida de aventura ou paletada local.
Mantenha distância. Não ande muito próximo da pessoa à frente, nem deixe que andem muito próximo atrás de você. Caso algum sofra um acidente, dá tempo do outro evitar. Além disso, permite uma melhor apreciação das belezar naturais e evita chicotadas dos galhos e plantas.
Mantenha o silêncio. As pessoas que saem da cidade para fazer trekking no mato estão em busca de paz e tranquilidade. Respeite isto e deixe a agitação para quando estiver em casa. Isso não significa que não é permitido conversar — pelo contrário, é o momento ideal para interagir com amigos e novos conhecidos. Mas mantenha a calma e respeite o silêncio.
Descanse. Num grupo heterogêneo com mulheres, jovens, adultos, esportistas e sedentários, é comum alguns quererem apressar-se enquanto outros queiram descansar. Lembre-se novamente que isto não é uma competição. É interessante acertar os pontos de descanso anteriormente.
Não menospreze o protetor solar. Sempre leve protetor solar. Mesmo que a previsão seja de tempo nublado, leve o protetor. Muitas horas ao ar livre, mesmo que com nuvens, podem render boas queimaduras na pele sem filtro solar.
Nunca ande sozinho. Uma picada de cobra, pé torcido ou quebrado, queda ou qualquer outro acidente pode ser fatal caso esteja sozinho.
Pare no primeiro sinal de incômodos. Caso algo no tênis, mochila ou roupa lhe incomode, pare imediatamente e resolva o problema. Se não parar com receio de atrasar o grupo pode ser muito pior depois. O incômodo da bermuda pode se tornar numa assadura, a pedra no tênis pode virar uma ferida e o peso mal distribuído da mochila pode resultar em uma dor de coluna. Isso atrasará o grupo muito mais.
Mantenha os pés secos. Nunca molhe seus tênis. Ao atravessar rios e riachos, fique descalço e seque o pé antes de calçar novamente.
Preste atenção ao caminho. Mesmo que tenham um guia, preste atenção como se tivesse que fazer a volta sozinho. Isto aumenta sua segurança e permitirá um maior conhecimento do local e seus detalhes.
Em caso de acidentes, nada de pânico. O pânico não ajuda. Se alguém for picado por cobra ou escorpião, não faça torniquete nem corte o ferimento. Mantenha o membro afetado para cima para reduzir o fluxo sanguíneo e leve imediatamente para um posto de saúde. Se possível, leve o animal junto — vivo ou morto. Caso alguém caia, torça ou quebre algum osso, tente imobilizar da melhor forma e levar para o posto de saúde. Caso sejam atacados por abelhas, não há muito o que fazer — corram e procurem algum rio para se esconder.
Se ficar perdido, siga a trilha. Toda trilha leva a algum lugar. Se se perdeu, siga a primeira trilha que encontrar. Se não encontrar trilha, siga o rio, pois muitas vezes há povoados nas margens. Evite caminhar à noite.

Durante a trilha – Higiene

Não use produtos químicos. Esta regra vale para lavar a roupa, tomar banho, escovar os dentes e lavar acessórios. Use sempre sabão neutro. Se quiser usar xampu e sabonete, leve um pouco de água para longe do rio onde ela não escorra de volta.
Faça necessidades fisiológicas longe dos rios e trilha. Vá para um local afastado do rio e trilha, onde haja areia ou pedras para cobrir os dejetos. Queime o papel higiênico usado com os fósforos e garanta que o fogo já se apagou antes de ir embora para não criar um incêndio.
Se você pode beber água dos rios é porque outras pessoas respeitam essas duas regras.

Durante a trilha – Acampamento

Escolha um lugar plano e macio. O conforto na trilha é mínimo, portanto escolha um local plano e com areias ou folhas para montar o acampamento. Isto pode melhorar muito a qualidade do sono.
Evite as margens dos rios. Caso chova muito na cabeceira do rio, se nível pode subir muito rapidamente. Isto é extremamente perigoso para quem está às suas margens. Acampe próximo deles, mas não na margem.
Não destrua nada. Não corte árvores nem cave a terra. Use o mínimo de madeira necessário para fazer fogueira. Lembre-se que outros animais moram ali e outras pessoas passarão depois de você.

De volta à cidade

Se todos seguirem estas dicas, as chances de voltar para casa bem serão altíssimas. As trilhas e belezas naturais serão preservadas e estarão disponíveis para outras pessoas — ou um possível retorno.
Já diz o clichê das trilhas: “Não tire nada além de fotos. Não deixe nada além de pegadas. Não mate nada além de tempo.” Acrescento a ele saudade e muito vontade de voltar.
Você tem experiência com trilhas? Quais são suas dicas para uma caminhada saudável, segura e que deixe boas lembranças?

Acidentes com animais peçonhentos


    1 - ESCORPIÕES
Os escorpiões, dentre os aracnídeos, são os que mais freqüentemente causam acidentes. Os mais comuns no Brasil são: Tytius bahiensis (escorpião preto) - fig. 1 e Tytius serrulatus (escorpião amarelo) - fig. 2.
Freqüentemente, a picada de escorpião é seguida de dor (moderada ou intensa) ou formigamento do local do acidente.
Tais sintomas (dor, formigamento) podem ser tratados com analgésico ou bloqueios anestésicos locais, além de observação do surgimento de outros sintomas por, no mínimo, 6 a 12 horas, principalmente em crianças menores de 7 anos e idosos.
São sintomas de gravidade que merecem ser observados com atenção:
  • Náuseas ou vômito
  • Suor excessivo
  • Agitação
  • Tremores
  • Salivação
  • Aumento da freqüência cardíaca (taquicardia) e da pressão arterial,
Neste caso, procurar atendimento hospitalar o mais rápido possível, mantendo o paciente em repouso, para avaliação da necessidade de soroterapia anti-escorpiônica, levando o animal para identificação, se possível.
    2 - ARANHAS
As principais aranhas causadoras de acidentes no Brasil, são a Phoneutria (armadeira),
Loxosceles (aranha marrom),
Lycosa (tarântula)
e a caranguejeira.
A armadeira quando surpreendida coloca-se em posição de ataque, apoiando-se nas pernas traseiras, ergue as dianteiras e procura picar. A picada causa dor imediata, inchaço local, formigamento, sudorese no local da picada. Deve-se combater a dor com analgésicos e observação rigorosa de sintomas.
A preocupação deve ser com o surgimento de vômitos, aumento da pressão arterial, dificuldade respiratória, tremores, espasmos musculares, caracterizando acidente grave. Assim, há necessidade de internação hospitalar e soroterapia.
A aranha marrom provoca menos acidentes, sendo pouco agressiva. Na hora da picada a dor é fraca e despercebida, após 12 a 24 horas, dor local com inchaço, naúseas, mal estar geral, manchas, bolhas e até necrose local. Nos casos graves, a urina fica cor de coca-cola. Orienta-se procurar atendimento médico para avaliação.
A tarântula (aranha que vive em gramados ou jardins) pode provocar pequena dor local, podendo evoluir para necrose. Utiliza-se analgésicos para tratamento da dor e não há soroterapia específica, assim como para as caranguejeiras.

COMO EVITAR ACIDENTES POR ARANHAS E ESCORPIÕES
  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, lixo doméstico, material e construção nas proximidades das casas, inclusive terrenos baldios.
  • Evitar folhagens densas (trepadeiras, bananeiras e outras) junto às casas; manter a grama aparada.
  • Em zonas rurais, casas de campo, sacudir roupas e sapatos antes de usar.
  • Não pôr a mão em buracos, sob pedras, sob troncos "podres".
  • O uso de calçado e de luvas pode evitar acidentes.
  • Vedar as soleiras das portas e janelas ao escurecer.

    3 - COBRAS
jararaca, também conhecida por caiçaca, jararacuçu, urutu ou cotiara, é uma cobra que vive em locais úmidos, sendo responsável pelo maior número de acidentes. O envenamento causado pela jararaca é chamado de botrópico.

O veneno dessa cobra provoca:
Manifestações Precoces, ou seja, até 3 horas do acidente:
  • Dor imediata
  • Inchaço, calor e vermelhidão no local picado
  • Hemorragia no local da picada ou distante dela.
Complicações:
  • Bolhas, gangrena e abcesso
  • Insuficiência renal aguda

surucucu, também chamada de pico de jaca ou surucutinga, provoca reações semelhantes ao veneno das jararacas (hemorragia, inchaço no local da picada, diarréia). Essas cobras causam o chamado envenenamento laquético. 

cascavel, conhecida também como boicininga ou maracambóia , possue veneno que não provoca importante reação no local da picada, mas pode levar à morte.O envenenamento causado pela cascavel é chamado de crotálico.

A pessoa que recebeu uma picada pode apresentar:
Nas primeiras horas:
  • dificuldade em abrir os olhos
  • "visão dupla"ou "visão turva"
  • dor muscular
  • urina avermelhada
Após 6 - 12 horas:
  • escurecimento da urina
Complicações:
  • insuficiência renal aguda
A ação do veneno das cobras corais no organismo é muito rápida, os sinais e sintomas aparecem em questão de minutos. O envenenamento é denominado de elapídico.

Sinais e sintomas:
  • dificuldade em abrir os olhos
  • "cara de bêbado"
  • falta de ar
  • dificuldade em engolir
  • insuficiência respiratória aguda


MEDIDAS A SEREM TOMADAS

EM CASO DE ACIDENTES COM COBRAS
Muitas vezes, mesmo adotando cuidados de prevenção, podem ocorrer acidentes com cobras. Como medida de primeiros socorros, até que se chegue ao serviço de saúde para tratamento, recomenda-se:
  • NÃO amarrar ou fazer torniquetes, o que impede a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena.
  • NÃO colocar nenhuma substância, folhas ou qualquer produto na picada.
  • NÃO cortar ou chupar o local da picada.
  • NÃO dar bebida alcóolica ou querosene ao acidentado.
  • Manter o acidentado em REPOUSO, evitando que ele ande, corra ou se locomova, o que facilita a absorção do veneno. No caso de picadas em braços ou pernas, é importante mantê-los em POSIÇÃO MAIS ELEVADA.
  • Levar o acidentado para o centro de tratamento mais próximo, para receber soro próprio (substância que neutraliza o veneno).

FOTOS:
BRASIL. Fundação Nacional de Saúde - Ministério da Saúde. O que você precisa saber sobre animais peçonhentos. [cartaz]

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Trekking: Como fazer trilha e caminhada de aventura

A prática do trekking sempre esteve em alta. Talvez com outro nome, mas trilha e caminhada de aventura sempre fez parte do menu de opções de lazer dos amantes da natureza — e da saúde. O trekking une esporte, saúde, meio-ambiente, belezas naturais, fotografia, amizade, auto-conhecimento e meditação. Não é à toa que, com o avanço do ecoturismo, a caminhada em trilhas também se destaque.
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Apesar de parecer uma prática inofensiva à primeira vista, o trekking oferece alguns riscos se não tomarmos os cuidados devidos. Ao deixar a cidade em direção a um parque ecológico ou chapada, precisamos respeitar o local por inteiro — seus habitantes, fauna e flora. Ainda, precisamos garantir que deixamos o local exatamente como encontramos, garantindo sua preservação.


Para garantir uma trilha saudável, prazerosa e permitir aos outros que venham depois desfrutar da mesma forma, há alguns cuidados essenciais que devemos tomar. A diversidade de tipos de trilhas — curtas, longas, um dia, vários dias — e ecossistemas é bastante grande e sempre devemos considerar as características específicas do local a ser visitado. Ainda assim, há dicas básicas para trekking que se aplicam a qualquer local. Resolvi compilar estas informações gerais unindo dicas minhas, outras de amigos e também encontradas em alguns sites de ecoturismo.

Antes da trilha – Preparação

Informe-se. Procure a maior quantidade de informações possíveis sobre a trilha que irá fazer. Informações como distância total, trechos críticos e acessórios necessários são fundamentais. Se o percurso não pode ser completado em apenas um dia, qual a distância que deve ser percorrida diariamente? Se algo acontecer e não for possível chegar a um vilarejo para dormir, é possível acampar na trilha? Quais os riscos envolvidos? Há animais perigosos? Esse locais costumam ter, no mínimo, cobras, escorpiões e abelhas perigosas. Caso alguém seja atacado, onde procurar ajuda?
Nestes casos, e em qualquer outra situação da vida, informação nunca é demais. Lembre-se que, uma vez na natureza, provavelmente não terá sinal de celular, internet e telefone público. Não se arrependa de não ter feito uma pesquisa básica no Google ou consultado uma agência de turismo local antecipadamente.
Equipe-se. Agora que já sabe o que o espera, leve os acessórios necessários. Seu grupo contratará um guia ou levarão um mapa? Talvez seja necessário um GPS. Vão acampar no mato? Levem panela para cozinhar, faca, garfo. O que deverá ser levado vai depender do tipo, tamanho e duração da trilha. Mas, na maioria das vezes, os itens abaixo devem ser levados:
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  • 1 cantil – água é essencial para uma caminhada saudável. Normalmente os rios possuem água potável e, nestes casos, um litro é suficiente. Se for mais difícil encontrar água para beber no local, considere levar um de maior capacidade;
  • panela, copo de alumínio, faca, garfo e colher – não precisa levar um por pessoa. A depender do tamanho do grupo, uma ou duas panelas podem ser compartilhadas por todos e são suficientes. Talheres são mais leves — um conjunto por pessoa é suficiente;
  • velas, lanterna pequena e pilhas pequenas – no mato não tem poste nem luz elétrica e você fará sua iluminação;
  • fósforos – servem para acender as velas, fazer fogo para cozinhar ou uma pequena fogueira para esquentar a noite;
  • mapas, bússola e GPS – se contratar um guia, provavelmente não será necessário. Caso contrário, considere o GPS se couber no orçamento. Mapa e bússula, apesar de simples, podem salvar vidas;
  • canivete – mil e uma utilidades, nunca se sabe quando serão úteis, mas sempre são;
  • kit de costura – agulha e algumas linhas para consertar roupas, mochilas e tênis;
  • kit de primeiros socorros e medicamentos – leve apenas o básico. Não adianta levar um kit cheio de coisas que ninguém sabe usar. Remédios para dor, alergia e picadas de mosquito devem ser suficientes;
  • produtos de higiene pessoal – sabão neutro, xampu, papel higiênico, pasta e escova de dentes;
  • objetos pessoais – máquina fotográfica, violão, papel, caneta. Variam de pessoa para pessoa, mas lembre-se que terá que carregá-los o tempo todo;
  • sacos plásticos – colete todo o lixo que gerar. não deixe nada na trilha;
  • mochila – dê preferência a mochilas específicas para trilhas;
  • saco de dormir – será seu único conforto;
  • barraca de camping pequena – prefira barracas pequenas para duas pessoas.
Estes são os acessórios que a maioria precisará. Alguns itens podem ser usados por todo o grupo, não sendo necessário levar um por pessoa. Lembre-se que terá que carregar tudo o tempo todo. A depender da trilha e do grupo, isto pode significar até 8 horas de caminhada embaixo do sol, por terrenos irregulares. Não leve toalha, pois seca-se rapidamente ao sol (e, se estiver chovendo, vai se molhar de qualquer jeito). Evite ultrapassar 10Kg na mochila.
Vista-se. Assim como os equipamentos, não podemos abrir mão das roupas. Porém, leve o mínimo para reduzir o peso. Normalmente, uma roupa para o dia (lave-a no fim da caminhada diária) e uma para a noite é suficiente. Procure usar um tênis específico para trekking. Nunca use tênis novos — use-os na cidade antes de levar para a trilha.
Alimente-se. Dê prioridade a alimentos que não precisam ser preparados. Queijo, frutas, ovos cozidos, mel, chocolate, rapadura, biscoitos e bolachas, cereais, amêndoas e nozes, leite em pó. Sanduíches podem ser consumidos no primeiro ou segundo dia (cuidado para não comer comida estragada, pois o resultado é muito ruim).
Estude. Além de conhecer os detalhes do local da trilha, também é importante conhecer todos os itens que está levando. Não faça como o padre. Se leva GPS, saiba usá-lo. Acostume-se a ler mapas e localizar-se com bússola. Conheça seu kit de primeiros socorros e aprenda a usá-lo. Conheça sua mochila, experimente diferentes formas de armazenas as coisas nela, otimizando o balanceamento do peso.
Boa caminhada, nos vemos por ai...